Fiscalização encontra baratas e alimentos vencidos em escola de Ponta Grossa
Fiscalização em escola de Ponta Grossa aponta baratas, margarina vencida, falta de funcionários e problemas na merenda escolar.

Uma fiscalização na Escola Carlos Ribeiro de Macedo, localizada na região do São Francisco, em Ponta Grossa, apontou uma série de problemas relacionados à alimentação oferecida aos alunos. Entre as situações relatadas estão a presença de baratas, produtos com prazo de validade vencido, quantidade insuficiente de alimentos e falta de funcionários.
As informações foram divulgadas pela enfermeira Marisleide, que acompanha as fiscalizações relacionadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga questões envolvendo a alimentação escolar no município.
Segundo o relato, durante a vistoria foi encontrada uma embalagem de margarina vencida armazenada dentro da geladeira da unidade. A fiscalização também apontou que o cardápio previsto para os estudantes não estaria sendo cumprido integralmente.
Presença de baratas e descumprimento do cardápio preocupam
De acordo com Marisleide, dois dos principais problemas identificados durante a visita foram a presença de baratas no ambiente escolar e o suposto descumprimento do cardápio estabelecido para a alimentação dos alunos.
“Minha questão mais importante é o cardápio que não está sendo cumprido e a presença de baratas”, afirmou.
A situação levanta preocupações sobre as condições sanitárias e o fornecimento adequado da merenda escolar, especialmente porque a alimentação nas escolas públicas deve atender a critérios de qualidade, segurança e necessidades nutricionais dos estudantes.
Além das condições de armazenamento e higiene, a quantidade de alimentos disponíveis também foi apontada como insuficiente durante a fiscalização.
Veja vídeo da fiscalização:
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Empresa terceirizada foi chamada para prestar esclarecimentos
Diante das irregularidades relatadas, a responsável pela fiscalização solicitou a presença de representantes da empresa terceirizada encarregada da alimentação escolar.
Segundo Marisleide, tanto a nutricionista quanto uma representante da empresa compareceram rapidamente à unidade.
“Repassei todo o problema levantado”, relatou.
Durante a conversa, foram apresentados os pontos identificados na vistoria, incluindo as condições de higiene, os alimentos vencidos e o cumprimento do cardápio destinado aos estudantes.
Órgãos responsáveis deverão ser notificados
Após a fiscalização, Marisleide anunciou que pretende encaminhar notificações aos órgãos competentes para solicitar uma inspeção interna na escola.
O objetivo é verificar as condições sanitárias e cobrar providências para assegurar que a alimentação escolar seja oferecida adequadamente.
“Agora vou notificar os órgãos responsáveis para vir aqui fazer uma vigilância interna e para que a comida e as crianças sejam atendidas da melhor forma possível, porque isso não pode acontecer”, declarou.
A fiscalização integra o acompanhamento das condições da alimentação escolar em Ponta Grossa. As constatações relatadas ainda dependem de avaliação dos órgãos competentes para eventual confirmação das irregularidades e adoção das medidas cabíveis.
O Portal BnT Online – Boca no Trombone deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Ponta Grossa, da Secretaria Municipal de Educação e da empresa terceirizada responsável pela alimentação escolar.
























