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Política

Flávio Bolsonaro diz que ainda não foi o fim em evento nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro discursou em evento conservador nos Estados Unidos e declarou que ‘ainda não foi o fim’ para o Brasil e para a América. Ele também se encontrou com o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’.

Flávio Bolsonaro diz que 'ainda não foi o fim' em evento nos EUA
Crédito: www.gazetadopovo.com.br
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, durante um evento conservador nos Estados Unidos, que “ainda não foi o fim” e que “grandes coisas estão por vir”. A declaração foi feita em discurso na CPAC, conferência de ação política conservadora, conforme registros divulgados nesta semana. Flávio também comentou a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato americanas e reiterou sua intenção de seguir liderando a oposição ao governo Lula.

“A minha palavra para o Brasil e também aqui, para a América, é que Deus está sempre no controle de tudo. A porta que Ele abre ninguém fecha e a porta que Ele fecha ninguém abre”, afirmou o parlamentar. A fala reforça o tom religioso adotado por Flávio em suas aparições públicas recentes.

Discurso religioso e projeto político

Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro destacou que não imaginava ser candidato à presidência do Brasil há um ano. “Mas eu creio que era o projeto de Deus não só para mim, mas para a minha nação”, disse o senador. A declaração sinaliza a manutenção de sua postura como possível nome da direita para as próximas eleições presidenciais.

O senador também pediu que apoiadores mantenham a fé mesmo diante de resultados adversos. “Mesmo quando o que parece ser o final não é aquilo que nós esperávamos, nós temos que agradecer a Deus e ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim”, acrescentou. A fala foi interpretada como uma referência indireta à derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Referência às midterms americanas

Flávio Bolsonaro mencionou explicitamente o desempenho dos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos. “Cada um de nós temos que continuar fazendo nossa parte, nos aproximando ainda mais de Deus, que grandes coisas estão por vir. Eu sei que não foi o fim para o Brasil e eu sei que não foi o fim para a América”, falou. A declaração ocorre em um momento de reconfiguração da direita nos dois países.

O senador reforçou a mensagem de esperança para seus apoiadores brasileiros. “O que eu quero falar para os meus irmãos brasileiros é que ainda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer. Porque a fé é exatamente ter a certeza de que aquilo que nós não estamos vendo existe, é real”, continuou.

Encontro com ator de ‘Dark Horse’

Nas redes sociais, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, publicou um vídeo curto mostrando o senador cumprimentando o ator americano Jim Caviezel na CPAC. Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”. “Agora em Mar-a-Lago, Flávio Bolsonaro, em liberdade, se encontra com o ator Jim Caviezel”, escreveu Eduardo.

O filme “Dark Horse” foi financiado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, conforme Flávio admitiu este ano após reportagem do site The Intercept. O senador alegou que a operação foi legal e não envolveu dinheiro público. A produção cinematográfica tem sido usada como peça de propaganda da família Bolsonaro no exterior.

Situação migratória nos EUA

Flávio Bolsonaro e sua família ingressaram nos Estados Unidos sob uma autorização de permanência por motivos humanitários, o chamado humanitarian parole, que permite ficar no país por um ano. No entanto, relatos da imprensa americana apontaram que a gestão Trump deve acelerar a concessão do green card, que permite residência legal permanente nos EUA, a Flávio e seus familiares.

A permanência do senador em território americano tem gerado controvérsia. Embora aliados do secretário de Estado americano, Marco Rubio, tenham afirmado que ele coordenou a ida do senador aos EUA, o chefe da diplomacia americana negou essa informação. A divergência evidencia a sensibilidade do tema nas relações bilaterais.

Trump e a eleição brasileira

O ex-presidente americano Donald Trump, que chamou a eleição brasileira de “fraudada”, “estranha” e “uma vergonha”, disse que Flávio pode ficar nos Estados Unidos “quanto tempo quiser”. No entanto, Trump alegou que não tomou partido no pleito e, segundo relatos da imprensa americana, não pretende apoiar o senador na disputa pelo poder no Brasil.

A declaração de Trump mantém a ambiguidade sobre o apoio político à família Bolsonaro. Enquanto isso, Flávio segue articulando sua imagem como liderança da oposição conservadora, tanto no Brasil quanto no exterior. A fonte não detalhou os próximos passos do senador após o evento.

O discurso de Flávio Bolsonaro na CPAC reforça sua estratégia de manter a base mobilizada e projetar uma candidatura presidencial. A menção a “grandes coisas” e a negação do “fim” indicam que o senador pretende continuar atuando no cenário político nacional, mesmo à distância. Para os leitores do Boca no Trombone, o desdobramento dessa movimentação pode influenciar o tabuleiro eleitoral brasileiro nos próximos anos.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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