Foragido por morte de empresário em Ponta Grossa, Pastor Paulo é preso em Alagoas
Prisão de Pastor Paulo é realizada após investigação sobre assassinato do empresário José Claiton Leal Machado.

A prisão de Pastor Paulo foi realizada após uma operação integrada entre forças de segurança que localizaram Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, apontado pela Polícia Civil do Paraná como coordenador do assassinato do empresário José Claiton Leal Machado, ocorrido em abril de 2022, em Ponta Grossa.
O suspeito foi preso na noite de sexta-feira (18) durante um bloqueio realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101, no município de São Miguel dos Campos, em Alagoas. Durante a abordagem, Paulo apresentou documentação falsa e também foi autuado em flagrante por esse crime.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a localização do investigado foi resultado de um trabalho contínuo de monitoramento realizado pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. As equipes realizaram diversas diligências até identificar o paradeiro do suspeito.
Antes da prisão, em agosto de 2026, policiais civis do Paraná, em conjunto com a Polícia Militar de São Paulo, já haviam realizado uma tentativa de captura em uma cobertura pertencente ao investigado, localizada em Praia Grande (SP).
A prisão foi possível após a troca de informações entre diferentes forças de segurança, incluindo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Civil de São Paulo (PCSP), Polícia Civil da Bahia (PCBA), Polícia Civil de Alagoas (PCAL) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Paulo Santos da Silva já havia sido indiciado e pronunciado pelo homicídio e agora permanece à disposição do Poder Judiciário para o andamento das medidas legais.
Relembre o assassinato de José Claiton Leal Machado
O assassinato do empresário José Claiton Leal Machado aconteceu em abril de 2022, em Ponta Grossa. Conforme a investigação conduzida pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial, o crime teria sido planejado e executado após conflitos envolvendo relações profissionais.
A Polícia Civil apontou o empresário Oséias Gomes, CEO da empresa onde a vítima trabalhava, como mandante intelectual e financiador do crime. A investigação teve como base análises de dados telemáticos, quebra de sigilo bancário e levantamento de movimentações financeiras.
De acordo com a PCPR, valores teriam sido transferidos para envolvidos na execução do homicídio e utilizados para financiar a logística da emboscada realizada em frente à residência da vítima.
Ainda segundo a investigação, a motivação estaria relacionada a conflitos dentro da empresa e disputas envolvendo o futuro profissional de José Claiton.
Rede de envolvidos no crime
A investigação identificou diferentes participantes apontados como integrantes da ação criminosa:
- Diones Henrique Rodrigues Raimundo: apontado como executor direto do homicídio e já condenado.
- Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo: indicado como coordenador do crime e que estava foragido até ser localizado.
- Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário: apontados como colaboradores e que aguardam julgamento em liberdade.
O empresário Oséias Gomes foi indiciado por homicídio qualificado, com qualificadoras relacionadas ao motivo torpe e ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A prisão de Pastor Paulo encerra uma etapa importante da investigação, mas o processo judicial segue com as demais medidas determinadas pela Justiça.
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