Golpe do ‘Seguro Milionário’: Falsa promessa de R$ 2 milhões faz morador perder fortuna em PG
Vítima é abordada na rua e cai na lábia de estelionatários. Seduzida pela divisão de uma apólice milionária, ela faz transferência de altíssimo valor no banco.

Uma caminhada rotineira pelo centro da cidade de Ponta Grossa terminou em um prejuízo financeiro avassalador para um morador. Na manhã do dia 08 de abril de 2026, uma vítima perdeu uma expressiva quantia em dinheiro após cair em um golpe meticulosamente orquestrado por dois estelionatários. O caso foi registrado na 13ª Subdivisão Policial (SDP) e expõe a ousadia dos criminosos.
A ação criminosa teve início por volta das 11h00. A vítima relatou às autoridades que caminhava pela Rua Francisco Ribas quando foi abordada por um homem que pedia informações sobre o endereço de um escritório de advocacia.
Enquanto conversavam, um segundo indivíduo entrou em cena. Ele alegou possuir “vultosos valores a receber” referentes a uma apólice de seguro avaliada em R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). A partir desse momento, os criminosos iniciaram uma encenação persuasiva, oferecendo à vítima uma divisão dos lucros milionários caso ela os ajudasse.
Envolvida pela falsa promessa de vantagem financeira, a vítima foi convencida a entrar no carro dos golpistas. O veículo era conduzido por um homem. Os criminosos levaram a vítima até a sua própria residência para que ela pegasse seus cartões bancários.
Ato contínuo, o grupo seguiu para a Rua Tiradentes, estacionando o carro em frente à agência da Caixa Econômica Federal (número 899). Induzida ao erro, a vítima realizou uma transferência bancária de altíssimo valor para uma conta em nome de uma terceira pessoa.
Após efetuar a transação, a vítima retornou ao veículo e confirmou a operação aos suspeitos. Para tentar manter a farsa e ganhar tempo, um dos golpistas ainda enviou uma mensagem de WhatsApp para o celular da vítima (de um número com DDD 48), afirmando que manteriam contato para dar andamento aos “trâmites” da apólice de seguro.
Pouco tempo depois, percebendo a fraude e o prejuízo patrimonial, a vítima procurou a Polícia Civil no dia 09 de abril para registrar a ocorrência.
O Boletim de Ocorrência Unificado foi lavrado como estelionato (crime contra o patrimônio). A Polícia Civil agora investiga o caso com o objetivo de identificar os autores da fraude e tentar o bloqueio judicial dos valores transferidos.
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