Governo Trump processa ex-diretor do FBI James Comey
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou novas acusações contra James Comey, ex-diretor do FBI e crítico do presidente Donald Trump. A ação ocorre no mesmo dia em que a Justiça considerou ilegal a demissão de sua filha, Maurene Comey, do cargo de promotora federal. Comey declarou inocência em vídeo publicado no Instagram.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos voltou a processar o ex-diretor do FBI James Comey, segundo informações da NBC News. A nova ação foi revelada nesta segunda-feira, mesmo dia em que um juiz federal decidiu que a demissão de sua filha, Maurene Comey, do cargo de promotora federal pelo governo de Donald Trump foi ilegal.
Em um vídeo publicado no Instagram, James Comey afirmou que as autoridades agiram novamente contra ele e declarou ser inocente. Ele não deu detalhes sobre a nova acusação. A fonte não detalhou o teor do processo.
Histórico de embates entre Comey e Trump
Trump demitiu Comey do comando do FBI em 2017, durante seu primeiro mandato, quando a agência investigava contatos entre a campanha presidencial republicana de 2016 e russos. Desde então, o ex-diretor se tornou um crítico ferrenho do presidente.
A relação entre os dois sempre foi marcada por tensões. Comey liderava a investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições, o que desagradava o então presidente. Após sua saída, ele passou a fazer duras críticas públicas a Trump, incluindo em seu livro de memórias e em entrevistas.
O novo processo reforça o clima de confronto entre o ex-diretor e o governo. A fonte não detalhou os motivos exatos da acusação, mas o histórico de embates sugere que a disputa vai além do campo jurídico.
Filha de Comey tem demissão anulada
No mesmo dia, a filha do ex-diretor, Maurene Comey, teve sua demissão considerada ilegal pela Justiça. Ela atuou como promotora no escritório do procurador federal de Manhattan desde 2015 e participou de processos criminais contra Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, e o magnata da música Sean “Diddy” Combs.
Maurene foi demitida pelo Departamento de Justiça em julho de 2025, poucos meses após o início do segundo mandato de Trump. Na ação judicial, ela argumentou que perdeu o cargo por ser filha de James Comey, em violação às normas que protegem servidores federais contra demissões por motivos políticos.
O juiz federal Jesse Furman determinou nesta segunda que ela fosse reintegrada retroativamente ao cargo até dezembro de 2025, o que permite o pagamento de salários atrasados e o acesso a benefícios de aposentadoria. O Departamento de Justiça afirmou que discorda da decisão e pretende recorrer.
Repercussão e próximos passos
A decisão judicial em favor de Maurene Comey representa um revés para o governo Trump, que tem promovido uma ampla reestruturação no Departamento de Justiça. A reintegração retroativa garante a ela não apenas o retorno ao cargo, mas também compensações financeiras.
Já o novo processo contra James Comey ainda não teve detalhes divulgados. O ex-diretor se limitou a declarar inocência e afirmar que as autoridades voltaram a agir contra ele. A fonte não detalhou os próximos passos do caso.
Especialistas ouvidos pela imprensa americana avaliam que a simultaneidade dos eventos pode indicar uma estratégia coordenada do governo para pressionar a família Comey. No entanto, não há confirmação oficial sobre essa hipótese.
O caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, com a possível apresentação formal da acusação contra James Comey e o recurso do Departamento de Justiça contra a reintegração de Maurene. O portal Boca no Trombone seguirá acompanhando o tema e trará atualizações assim que novas informações forem divulgadas.























