O que começou de forma espontânea, com pessoas ajudando como podiam, transformou-se em um grupo organizado de protetores independentes de animais. Unidos pela mesma causa, voluntários e protetoras passaram a se apoiar mutuamente para garantir cuidados básicos a cães e gatos em situação de abandono.
Segundo Guilherme Augusto Grando, um dos integrantes do grupo, a união surgiu da necessidade. “Foi ficando, sabe? Muitas protetoras, todo mundo se ajudando como dava” re.
Com o aumento da demanda, ficou claro que não se tratava apenas de um coletivo informal. Surgiu, então, a necessidade de dar um nome ao grupo (Soma), estruturar ações e buscar formas mais organizadas de apoio.
Atualmente, muitas pessoas colaboram, mesmo sem condições financeiras. “Tem gente que não consegue comprar ração, mas quer ajudar os bichos. Cada um dá um jeito como pode”, explica.
No entanto, o crescimento do número de animais acolhidos trouxe dificuldades. Os custos passaram a ser altos demais para serem sustentados apenas com ajuda informal.
O grupo atua de forma independente, mas conta com o apoio de organizações não governamentais (ONGs) de proteção animal, como a SOS Bichos e lares temporários parceiros. Um desses espaços abriga atualmente mais de 15 filhotes e três cadelas mães, resgatadas após uma ação em que a prefeitura retirou os animais, mas não ofereceu local adequado para acolhimento. Diante disso, os protetores assumiram a responsabilidade.
O abrigo é provisório e funciona em um espaço cedido por um colaborador, o que gera ainda mais insegurança. “A qualquer momento a gente pode ter que sair, porque o local não é nosso”, afirma Guilherme.
Além disso, o consumo de ração é elevado: somente os filhotes consomem cerca de 10 quilos de ração por dia.
Diante desse cenário, o grupo reforça o pedido de apoio da comunidade, seja por meio de doações de ração, ajuda financeira, divulgação da causa ou oferta de novos lares temporários. “A vontade de ajudar existe, mas sozinhos não estamos conseguindo pagar tudo”, conclui.
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