Homem é levado ao presídio após descumprir medida protetiva em Palmeira
Violência doméstica em Palmeira: homem é preso preventivamente após investigação apontar descumprimento de medida protetiva.

A violência doméstica em Palmeira resultou na prisão preventiva de um homem investigado por descumprir medidas protetivas de urgência concedidas à vítima. O mandado foi cumprido nesta quinta-feira (17) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 40ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Palmeira.
Segundo a Polícia Civil, a ordem de prisão preventiva foi expedida pelo Juízo Único da Comarca de Palmeira. O investigado é alvo de apuração pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto no artigo 24-A da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha.
Histórico de ocorrências
De acordo com as investigações da PCPR, já havia outros boletins de ocorrência envolvendo o mesmo homem e a mesma vítima. Os registros incluem episódios de agressão que remontam a 2022, além de novas ocorrências registradas ao longo de 2026.
Conforme a Polícia Civil, a prisão preventiva foi solicitada após a identificação de novos episódios e do descumprimento das medidas protetivas determinadas em favor da vítima.
A decisão judicial considerou, entre outros aspectos, a necessidade de proteção da integridade física e psicológica da mulher, a garantia da ordem pública e o cumprimento das medidas protetivas de urgência.
O mandado foi fundamentado nos artigos 282, 311, 312 e 313, inciso III, do Código de Processo Penal, em conjunto com o artigo 20 da Lei Maria da Penha.
Investigado permaneceu em silêncio
Após ser preso, o homem foi interrogado na delegacia. Segundo a PCPR, ele estava acompanhado por uma advogada e optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio, sem prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.
Depois dos procedimentos realizados na unidade policial, o investigado foi encaminhado ao Presídio Estadual Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Ele permanece à disposição da Justiça.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades responsáveis.
Casos de emergência podem ser comunicados à Polícia Militar pelo telefone 190. Denúncias e orientações relacionadas à violência contra a mulher também podem ser buscadas por meio dos canais oficiais de atendimento e proteção disponíveis no município.
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