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Iêmen faz 20 ataques aéreos contra Houthis, diz porta-voz

O Iêmen realizou 20 ataques aéreos contra alvos Houthis, conforme anunciou um porta-voz. As incursões causaram baixas e danos a equipamentos da milícia. A ação ocorre em meio à escalada de tensão que interrompeu a trégua mediada pela ONU.

Iêmen faz 20 ataques aéreos contra Houthis, diz porta-voz
Crédito: Mohammed Hamoud/Getty Images
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O Iêmen realizou 20 ataques aéreos contra posições do grupo Houthi, segundo informou um porta-voz nesta quarta-feira. As incursões atingiram diretamente alvos inimigos e causaram baixas no efetivo, além de danos aos equipamentos da milícia. A operação ocorre em um momento de crescente instabilidade no país, que vive uma nova onda de confrontos após o rompimento da trégua firmada em 2022.

O porta-voz não detalhou a localização exata dos alvos nem o período em que os ataques foram realizados. Também não foram divulgados números específicos de mortos ou feridos. A fonte apenas confirmou que as ações foram bem-sucedidas em atingir os objetivos militares.

Escalada interrompe trégua mediada pela ONU

O aumento da tensão entre a Arábia Saudita e os Houthis interrompe uma trégua firmada em 2022 com a mediação da Organização das Nações Unidas (ONU). O cessar-fogo havia reduzido significativamente os combates, mas os recentes acontecimentos reacenderam o conflito. A retomada das hostilidades preocupa a comunidade internacional, que teme uma crise humanitária ainda maior no Iêmen.

No fim de semana, o enviado da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, se reuniu com negociadores dos Houthis na intenção de tentar evitar uma nova escalada de violência no país. O encontro buscou restabelecer o diálogo e encontrar uma saída pacífica para o impasse. No entanto, os ataques aéreos desta quarta-feira indicam que as negociações ainda não surtiram efeito.

Houthis avançam e controlam rota estratégica

Nos últimos dias, as forças Houthis tomaram diversas cidades importantes antes controladas pelo governo iemenita. O grupo agora controla o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global. Essa posição estratégica permite aos Houthis exercer pressão sobre o tráfego de navios que transitam entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

A tomada do estreito representa um duro golpe para a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que luta para restaurar o governo reconhecido internacionalmente. O controle dessa passagem também aumenta o risco de interrupções no fornecimento de petróleo e mercadorias, afetando a economia mundial. A comunidade internacional observa com apreensão o avanço dos rebeldes.

Coalizão acusa Houthis de ataque em Medina

Mais cedo, a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate os Houthis no Iêmen, disse que o grupo havia atacado uma estação de distribuição de energia em Medina, um dos locais mais sagrados do Islã. O ataque teria como objetivo desestabilizar a segurança do reino e provocar danos à infraestrutura crítica. A coalizão não informou se houve vítimas ou a extensão dos danos causados.

A acusação aumenta a pressão sobre os Houthis, que negam envolvimento em ataques fora do território iemenita. O incidente em Medina é visto como uma provocação grave, dado o significado religioso da cidade para os muçulmanos. A Arábia Saudita prometeu responder com firmeza a qualquer ameaça à sua soberania.

Conflito força mais de 100 mil a fugir

A Organização Mundial para Migrações (OIM) alertou que o conflito já forçou mais de 100 mil pessoas a fugirem de suas casas. O deslocamento em massa agrava a situação humanitária no Iêmen, que já enfrenta uma das piores crises do mundo. As famílias fogem em busca de segurança, mas muitas não têm para onde ir, vivendo em abrigos improvisados ou ao relento.

A OIM pediu acesso humanitário urgente para atender os deslocados, que necessitam de alimentos, água, abrigo e cuidados médicos. A organização também destacou a necessidade de proteção para civis, especialmente mulheres e crianças, que são os mais vulneráveis. A continuidade dos combates pode elevar ainda mais o número de refugiados internos.

Diante do agravamento da situação, a comunidade internacional pressiona por um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações de paz. Enquanto isso, a população iemenita segue sofrendo as consequências de um conflito que parece longe do fim. O portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos e trará novas informações assim que disponíveis.

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