Iplan debate necessidades que novo Germano Krüger deve trazer para Oficinas
Documento publicado nesta quinta-feira registra debate sobre estacionamento, saídas de emergência e condições para emissão do alvará de ampliação do estádio do Operário

A ampliação do Germano Krüger, em Ponta Grossa, foi discutida pelo Conselho Deliberativo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan) com questionamentos sobre estacionamento, segurança e impactos no trânsito. A ata, publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (29), registra um projeto para o estádio do Operário Ferroviário alcançar capacidade total de aproximadamente 21 mil espectadores.
O documento se refere a uma reunião realizada em 26 de agosto de 2026. Portanto, os encaminhamentos descritos correspondem àquela data e não representam uma nova autorização concedida nesta semana. Durante a apresentação, o engenheiro Rafael Lemos, representante do clube, informou que a ampliação seria executada em etapas, com intervenções principalmente no setor voltado para a Rua Emílio de Menezes.
- A proposta apresentada previa acréscimo de aproximadamente 12.500 lugares.
O projeto também contemplava lojas e espaços comerciais integrados ao estádio, com o objetivo de gerar novas receitas para o Operário, além de sanitários acessíveis e acessos organizados por categorias de usuários.
Clube pediu desvinculação entre alvará e conclusão de estudo
Conforme a ata, o representante do Operário solicitou que a emissão do alvará de construção não ficasse condicionada à conclusão do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
Ele afirmou que o clube não se opunha à elaboração do estudo, mas defendeu que a conclusão do documento não impedisse a expedição do alvará, diante da necessidade de cumprimento do cronograma esportivo.
A solicitação provocou debate entre os conselheiros. Representantes da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa manifestaram preocupação com a previsão de ampliação do estacionamento apenas na última etapa das obras e com os riscos jurídicos de uma eventual excepcionalidade.
Estacionamento, calçadas e saídas de emergência
Ao longo da reunião, foram levantadas dúvidas sobre a geração de tráfego na Rua Emílio de Menezes, as saídas de emergência, os recuos obrigatórios e a quantidade de vagas de estacionamento. O representante do clube apresentou esclarecimentos sobre os acessos e a distribuição dos espaços. Também informou que, em dias de eventos, estava prevista a utilização de áreas complementares para estacionamento, como a do Clube Social.
A ata registra ainda críticas sobre a ausência de soluções para problemas existentes, especialmente em relação à largura dos passeios públicos.
Conselho aprovou emissão condicionada do alvará
Após as discussões, o conselho aprovou por unanimidade a emissão do alvará de construção, condicionada à assinatura de um termo de compromisso no prazo de 60 dias, conforme a redação da ata. Durante o debate, também foi levantada a possibilidade de emissão de alvarás distintos para cada etapa do empreendimento e discutida a necessidade de medidas para reduzir os impactos da ampliação.
O documento publicado não informa se o termo foi posteriormente assinado, se o alvará chegou a ser expedido ou quais obrigações já foram cumpridas. Essas informações dependem de atualização junto ao Iplan e ao Operário.
























