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Júri afasta feminicídio e condena homem por homicídio privilegiado em Ponta Grossa

Homicídio privilegiado em Ponta Grossa: Júri afasta feminicídio e condena Dirceu Cristo Ferreira a 11 anos de prisão.

Júri afasta feminicídio e condena homem por homicídio privilegiado em Ponta Grossa
Foto: Reprodução/ advogado de defesa Renato Tauille e Piero Mocelim
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O julgamento de um homicídio privilegiado em Ponta Grossa terminou com a condenação de Dirceu Cristo Ferreira a 11 anos de prisão. O Tribunal do Júri afastou a qualificadora de feminicídio e reconheceu a tese de que o crime ocorreu sob domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima.

O julgamento ocorreu na Comarca de Ponta Grossa. Conforme informações repassadas pela defesa, as teses apresentadas pelos advogados Renato Tauille e Piero Mocelim foram acolhidas pelos jurados, resultando na condenação por homicídio simples privilegiado.

Com a decisão, ficou afastada a qualificadora de feminicídio que fazia parte da acusação levada a julgamento.

A defesa avaliou o resultado como justo. Os advogados também estimam que Dirceu poderá ser colocado novamente em liberdade dentro de aproximadamente 30 dias, considerando o período em que ele já permaneceu preso preventivamente e os abatimentos aplicáveis ao cumprimento da pena.

A previsão de soltura foi apresentada pela defesa e dependerá dos procedimentos e cálculos referentes à execução da pena.

Crime aconteceu em 2024 no Boa Vista

O caso julgado pelo Tribunal do Júri aconteceu na madrugada de 22 de setembro de 2024, na Rua Padre Amadeu Fracaro, no bairro Boa Vista, em Ponta Grossa.

Na ocasião, uma mulher foi atingida por um golpe de faca no tórax durante uma discussão dentro do imóvel onde a família estava.

Dois filhos do casal, que tinham 12 e 14 anos na época, presenciaram a discussão e saíram do local para buscar ajuda com vizinhos. Moradores acionaram o filho mais velho da vítima.

Dirceu acabou sendo contido por pessoas que estavam nas proximidades. Posteriormente, ele foi localizado desacordado na via pública pela Guarda Municipal e encaminhado para atendimento médico.

Em depoimento prestado depois do episódio, o homem afirmou não se lembrar do ocorrido.

Réu estava preso desde o crime

Dirceu permaneceu preso preventivamente desde a época dos fatos até a realização do julgamento.

Após a análise do caso pelo Tribunal do Júri, os jurados afastaram a qualificadora de feminicídio e reconheceram o homicídio privilegiado. A pena estabelecida foi de 11 anos de reclusão.

Agora, segundo os advogados, será considerado o período que o condenado já permaneceu preso para os cálculos relacionados ao cumprimento da pena.

A defesa acredita que, com esses abatimentos, ele poderá deixar a prisão em aproximadamente 30 dias.

Leia também: Homem acusado de matar esposa na frente dos filhos vai a júri em Ponta Grossa

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Fabiano Blageski
Autoria
Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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