Listas de boicote político a empresas de PG provocam reação da ACIPG e da Abrasel
Entidades defendem a liberdade de posicionamento e alertam para os impactos das divisões políticas sobre o comércio e os empregos

A circulação de listas nas redes sociais que incentivam o boicote a empresas por posicionamentos políticos atribuídos a seus proprietários motivou manifestações da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e da Abrasel Campos Gerais. Em notas, as entidades defenderam o respeito às diferenças e a valorização dos negócios locais.
A Abrasel Campos Gerais, que representa o setor de alimentação fora do lar na região, afirmou que não apoia a lista divulgada para promover o boicote a empresas identificadas com a esquerda ou que manifestam apoio a governos de esquerda. A entidade se declarou apartidária e defendeu a liberdade de posicionamento político e o diálogo respeitoso, independentemente de partidos ou ideologias.
Também destacou que a diversidade de opiniões não deve se transformar em fator de divisão do setor. Para a Abrasel, o momento exige união entre os empreendedores para enfrentar os desafios econômicos, fortalecer bares e restaurantes e construir um ambiente favorável ao empreendedorismo.
ACIPG alerta para efeitos sobre empregos e fornecedores
A ACIPG informou que acompanha com preocupação a circulação das listas. A associação reconheceu que a liberdade de voto, de manifestação e de escolha dos consumidores faz parte da vida democrática, mas alertou para os reflexos do acirramento político sobre a confiança e a estabilidade dos negócios.
Segundo a entidade, a economia de Ponta Grossa é interdependente. Por isso, a redução da atividade de um estabelecimento pode atingir colaboradores, fornecedores, prestadores de serviços e famílias, com efeitos sobre outros setores. Na avaliação da associação, ampliar as divisões no comércio local desvia esforços que poderiam ser direcionados à geração de oportunidades, empregos e desenvolvimento.
A ACIPG também convidou a comunidade a prestigiar as empresas da cidade, independentemente das convicções pessoais de seus proprietários. “Valorizar o que é nosso é um compromisso de todos”, afirmou.
























