Luizinho Lopes admite pressão após novo jogo sem vitória do Operário
Luizinho Lopes após empate com o Vila Nova comenta jejum do Operário, cobrança da torcida e admite: “A vitória urge”.

O técnico do Operário, Luizinho Lopes reconheceu que o momento exige uma reação rápida do Operário Ferroviário após empate por 0 a 0 com o Vila Nova. O resultado no Germano Krüger ampliou para cinco partidas a sequência do Fantasma sem vencer na Série B, aumentando também a cobrança por parte da torcida.
Na entrevista coletiva depois da partida, o treinador destacou principalmente a melhora defensiva e a intensidade apresentada pela equipe, mas admitiu que o Operário precisa voltar a vencer para não perder contato com a parte de cima da classificação. “A vitória urge. A gente já precisa ganhar o mais rápido possível para não descolar de onde nós estamos. A gente está no páreo, está próximo”, afirmou Luizinho Lopes.
Luizinho destaca melhora defensiva
Mesmo sem conseguir marcar diante do Vila Nova, Luizinho avaliou que o Fantasma apresentou evolução principalmente sem a bola. Segundo ele, um dos objetivos era interromper a sequência de partidas em que o time vinha sofrendo gols.
“Nós não sofremos gols, nós precisávamos estancar essa sangria”, afirmou o comandante. O treinador destacou que o adversário conseguiu poucas finalizações perigosas dentro da área e considerou esse comportamento defensivo um dos pontos positivos do empate.
Na avaliação de Luizinho, o Operário também voltou a apresentar intensidade nos duelos e maior entrega física. Para o técnico, essa característica será fundamental na reta decisiva da Série B.
“Quando a gente eleva a entrega, o nosso time compete contra qualquer equipe”, declarou.
Cobrança da torcida é considerada natural
O empate também foi marcado por manifestações de insatisfação vindas das arquibancadas. Luizinho Lopes afirmou compreender a reação do torcedor diante da sequência sem vitórias.
“Se você passa quatro jogos sem ganhar e aí você vai para o quinto em casa e empata, isso é natural. A gente está lidando com paixão”, disse. O treinador acrescentou que a própria campanha do Operário elevou a expectativa sobre o desempenho da equipe.
Luizinho ainda explicou uma das substituições que gerou reação das arquibancadas. Segundo ele, Bertô havia sentido câimbras e pedido para deixar o campo, apesar de estar fazendo uma partida de muita intensidade.
“Temos que nos apegar que a equipe voltou a competir”
Apesar do jejum, Luizinho demonstrou confiança na recuperação. Para ele, os resultados recentes não refletem completamente o desempenho apresentado pelo Operário.
O treinador afirmou que, nos últimos três jogos, a equipe não necessariamente merecia vencer todos, mas também não merecia acumular duas derrotas e apenas um empate. “Futebol não é esporte de merecimento. Nós temos que nos apegar agora que a equipe voltou a competir”, declarou.
Agora, o foco do Fantasma passa a ser o confronto contra o Fortaleza. Com uma semana disponível para treinamentos, Luizinho espera aproveitar o período para ajustar a equipe e finalmente encerrar a sequência sem vitórias.
“É focar agora no Fortaleza, ter uma semana aberta para trabalhar e acreditar que a vitória sempre pode vir no próximo jogo”, concluiu.
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