Lula defende ex-assessor e questiona: “Quem nunca pediu empréstimo a um amigo?”
Lula defendeu o ex-assessor Marcola após a PF identificar um empréstimo de R$ 249 mil feito por empresária ligada ao caso do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, durante uma reunião com dirigentes do PSOL e da Rede Sustentabilidade. O encontro ocorreu na quarta-feira (5), no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Ao comentar o caso, Lula teria questionado: “Quem aqui nunca pediu empréstimo para um amigo?”. A declaração foi relatada por três participantes da reunião. O presidente também afirmou que a Polícia Federal possui autonomia, durante seu governo, para investigar qualquer pessoa.
Marcola deixou a coordenação da campanha de reeleição de Lula após a descoberta de um repasse de R$ 249 mil feito pela empresária Roberta Luchsinger. Ela é apontada como ligada a negócios envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, alvo de investigações relacionadas a supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.
Ex-assessor afirma que valor foi um empréstimo
Segundo a versão apresentada por Marcola, a transferência correspondeu a um empréstimo pessoal, que já teria sido quitado. O ex-assessor nega irregularidades e afirma que a movimentação financeira não possui relação com o governo federal.
Durante a reunião com os partidos aliados, Lula também teria destacado que Marcola colocou os sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades. Para o presidente, caso a operação tenha ocorrido dentro da legalidade, os documentos poderão esclarecer a origem e a finalidade do dinheiro.
Investigação deve esclarecer repasse
Apesar da defesa feita por Lula, o presidente afirmou que a Polícia Federal deve continuar investigando o episódio. Integrantes da campanha defendem que seja respeitada a presunção de inocência enquanto não houver comprovação de irregularidade.
Marcola pediu para deixar suas funções na campanha presidencial após a repercussão do caso. As circunstâncias do repasse e a relação da empresária com pessoas investigadas deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis.
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