O cenário de diesel mais caro no Brasil ganhou destaque nesta terça-feira (31), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentar os reflexos da guerra no Irã sobre a economia global. O aumento do preço do petróleo no mercado internacional tem pressionado diretamente o valor do diesel, combustível essencial para o transporte de mercadorias e passageiros.
Segundo Lula, o governo federal estuda medidas para conter a alta e evitar que o aumento chegue com força ao consumidor final. O Brasil ainda depende da importação de parte do diesel consumido, o que torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional.
Durante declaração, Lula criticou os impactos da guerra sobre a economia brasileira e destacou que a população não deveria arcar com essas consequências. “Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro”, disse.
Durante discurso em São Paulo, o presidente também chamou atenção para a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e aqueles que chegam aos postos. De acordo com ele, a atuação de intermediários pode impedir que reduções sejam repassadas integralmente ao consumidor.
Órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público têm atuado na fiscalização do setor, buscando evitar práticas abusivas. Lula ainda afirmou que o conflito no Oriente Médio não deveria impactar diretamente a população brasileira, mas reconheceu que os efeitos são inevitáveis diante da globalização do mercado de energia.
Impacto vai além dos combustíveis
Para tentar conter os impactos, o governo prepara uma medida provisória que prevê subsídio ao diesel importado. A proposta inclui desconto de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados, com custo estimado em R$ 3 bilhões ao longo de dois meses.
A iniciativa busca evitar desabastecimento e reduzir o peso no bolso do consumidor. Ainda assim, especialistas alertam que, enquanto o conflito no Oriente Médio persistir, o mercado continuará instável.
O conflito, que completou um mês recentemente, segue sem perspectivas de acordo. Desde o início das tensões, o preço do barril de petróleo registrou alta significativa, gerando preocupação não apenas econômica, mas também ambiental e climática.
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