Lula e Flávio Bolsonaro empatam e têm rejeição acima de 50%, aponta Quaest
Em uma simulação de segundo turno, os dois também aparecem tecnicamente empatados, enquanto a avaliação negativa do governo chega a 42%.

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), apresenta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. O levantamento mostra Lula com 37% das intenções de voto e Flávio com 33%, uma diferença de quatro pontos percentuais, no limite da margem de erro de dois pontos.
- Leia também: Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 41%
Além dos números do primeiro turno, a pesquisa revela outros dados sobre a disputa presidencial de 2026: os dois candidatos registram rejeição superior a 50%, aparecem tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno e têm índices semelhantes quando os entrevistados são questionados sobre o temor de um novo mandato de Lula ou do retorno da família Bolsonaro ao poder.
Lula e Flávio Bolsonaro: o que mudou na pesquisa?
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 14 de setembro, Lula passou de 36% para 37%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou numericamente de 31% para 33%. Com isso, a diferença entre os dois passou de cinco para quatro pontos percentuais. As variações individuais estão dentro da margem de erro e não permitem afirmar, isoladamente, que houve crescimento efetivo de um candidato.
Os demais nomes apresentados na pesquisa estimulada registraram os seguintes percentuais: Augusto Cury (Avante), 6%; Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3%; Romeu Zema (Novo), 1%; e Samara Martins (UP), 1%. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 7% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
Segundo turno tem diferença de apenas um ponto
Na simulação de um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador registra 42% das intenções de voto, enquanto o atual presidente aparece com 41%. A diferença de apenas um ponto percentual configura empate técnico dentro da margem de erro do levantamento.
Outros 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Os indecisos representam 3%. Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro também registrava 42%, enquanto Lula aparecia com 40%. Portanto, os números do levantamento atual mostram estabilidade numérica para Flávio e oscilação de um ponto para Lula.
Rejeição de Lula e Flávio ultrapassa metade do eleitorado
Um dos dados da pesquisa é o índice de rejeição dos dois candidatos. Segundo a Quaest, 56% dos entrevistados afirmam que conhecem Flávio Bolsonaro e não votariam nele. No caso de Lula, o percentual é de 55%. Os números são próximos e estão dentro da margem de erro do levantamento.
Na comparação com a pesquisa anterior, a rejeição de Flávio oscilou de 55% para 56%, enquanto a de Lula permaneceu em 55%. Os percentuais mostram que mais da metade dos entrevistados declara rejeição a cada um dos dois candidatos. Entretanto, o levantamento não permite concluir, apenas com esses dados, que se trata exatamente do mesmo grupo de eleitores.
Avaliação negativa do governo Lula passa de 38% para 42%
A pesquisa também apresenta dados sobre a percepção dos brasileiros em relação ao governo federal. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam a administração de Lula, enquanto 44% aprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Na comparação com a pesquisa anterior, a desaprovação permaneceu em 50%, enquanto a aprovação oscilou de 43% para 44%. Já na avaliação do governo, o percentual de entrevistados que classificam a administração como negativa passou de 38% para 42%.
A avaliação positiva oscilou de 32% para 33%, enquanto a parcela que considera o governo regular passou de 27% para 23%. Os dados indicam uma elevação numérica da avaliação negativa no intervalo de uma semana. Contudo, não é possível estabelecer, apenas com esses resultados, quais fatores explicam essa variação ou sua relação com as intenções de voto.
Quantos eleitores ainda podem mudar de voto?
O levantamento também investigou o grau de decisão dos entrevistados que indicaram algum candidato. Entre eles, 79% afirmaram que sua escolha é definitiva, enquanto 21% disseram que ainda podem mudar de candidato.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula registra 31% das intenções de voto, contra 26% de Flávio Bolsonaro. Nesse formato, 35% dos entrevistados se declararam indecisos, percentual inferior aos 41% registrados na pesquisa anterior.
É importante observar que os 21% que admitem mudar de voto e os 35% de indecisos na pesquisa espontânea representam medidas diferentes e não devem ser somados.
O que os brasileiros dizem temer nas eleições?
Outro resultado da Quaest mostra como os entrevistados responderam a uma pergunta sobre seus receios em relação ao próximo governo. Para 43%, o maior temor é um novo mandato de Lula. Já 42% apontaram o retorno da família Bolsonaro ao poder.
Outros 7% afirmaram temer ambas as possibilidades, enquanto 3% disseram não ter medo de nenhuma delas. Os que não souberam ou não responderam representam 5%. A diferença de um ponto percentual entre as duas primeiras respostas está dentro da margem de erro.
Esses resultados medem os receios declarados pelos entrevistados e não devem ser interpretados como intenções de voto.
Sobre a pesquisa Quaest
O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026. Os resultados representam as respostas coletadas durante o período da pesquisa e não constituem uma previsão do resultado das eleições.
























