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Política

Lula fala em soberania e Trump critica ONU na Assembleia Geral

Na Assembleia Geral da ONU, Lula deve destacar soberania, conflitos e sustentabilidade, sem citar Trump diretamente. Já o presidente americano deve criticar a ONU, abordar o Irã e mirar sua base interna.

Lula fala em soberania e Trump critica ONU na Assembleia Geral
Crédito: www.gazetadopovo.com.br
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Os discursos de abertura da Assembleia Geral da ONU devem evidenciar contrastes entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Enquanto Lula deve centrar sua fala em soberania, conflitos globais e sustentabilidade, Trump deve voltar a criticar a organização e abordar temas como o Irã, mirando também seu eleitorado interno.

As projeções foram feitas por analistas ouvidos pela imprensa, que apontaram diferenças de tom e prioridades nos pronunciamentos previstos para o encontro anual de líderes mundiais em Nova York.

Lula evita confronto direto com Trump

Segundo informações obtidas, Lula não deve se referir diretamente a Trump em seu discurso. O petista deve concentrar sua fala em temas como os conflitos crescentes pelo mundo, meio ambiente e sustentabilidade, além de soberania.

A fonte não detalhou se haverá menção a outros chefes de Estado ou críticas específicas. A postura indica uma tentativa de manter o tom diplomático e evitar atritos diretos com o governo americano.

Trump repete críticas à ONU e foca no Irã

Por sua vez, o presidente americano deve, como no pronunciamento de 2025, criticar a ONU, de cujas agências cortou o financiamento e que acusa de burocracia, aparelhamento ideológico e de não resolver grandes problemas mundiais.

“Qual é o propósito das Nações Unidas? A ONU tem um potencial enorme. Tudo o que parece fazer é escrever uma carta em termos muito contundentes e, depois, nunca segui-la. São palavras vazias — e palavras vazias não resolvem guerras”, afirmou Trump na Assembleia Geral do ano passado.

Além das críticas à organização, Trump deve abordar a questão do Irã, embora a fonte não tenha detalhado o teor exato das menções.

Discurso voltado à base interna

No caso de Trump, a analista Natali Hoff afirmou que o presidente americano deve fazer um discurso voltado muito para a sua base interna por conta das midterms, “nas quais se espera que o Partido Republicano tenha dificuldade de manter a maioria nas casas legislativas, ou pelo menos em uma delas”.

O cientista político Maurício Fronzaglia também projeta pronunciamentos “mais eleitoreiros”, não no sentido de discursos de campanha típicos, mas enfatizando políticas dos dois presidentes de olho nos eleitorados dos seus países.

Essa estratégia pode influenciar o tom e o conteúdo das falas, com foco em conquistar apoio doméstico em meio a cenários políticos desafiadores.

Brasil pode entrar na mira de Trump?

Natali Hoff afirmou que, a princípio, não acredita que o Brasil deva ser citado diretamente no discurso de Trump, mas alertou que o presidente americano “é muito reativo”.

“Será interessante observarmos se ele vai reagir e colocar o Brasil no grupo de países que serão criticados por ele de forma mais direta ou indireta por não seguirem os interesses dos Estados Unidos ou por se aproveitarem dos Estados Unidos de alguma forma, no entendimento dele”, destacou Hoff.

A possibilidade de menção indireta ao Brasil adiciona um elemento de incerteza ao encontro, especialmente diante das tensões comerciais e diplomáticas recentes entre os dois países.

Expectativa para os pronunciamentos

Os discursos na Assembleia Geral da ONU são tradicionalmente um espaço para os líderes apresentarem suas visões de mundo e prioridades. Neste ano, o contraste entre as abordagens de Lula e Trump deve ficar evidente.

Enquanto o brasileiro deve priorizar a defesa da soberania nacional e a agenda ambiental, o americano tende a reforçar críticas à ONU e a adotar um tom mais combativo, mirando tanto o cenário internacional quanto o eleitorado doméstico.

O portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos da Assembleia Geral e trará atualizações sobre os discursos e seus impactos.

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