QUINTA-FEIRA · 24 SET 2026Ponta Grossa 18°C ⛅
Publicidade
Pet

Luxação de patela em cães: sintomas e como ajudar

A luxação de patela é uma condição ortopédica que afeta a articulação do joelho dos cães, causando deslocamento da rótula. Os sintomas variam conforme a gravidade e podem incluir claudicação e dor. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do caso.

Luxação de patela em cães: sintomas e como ajudar
Crédito: blog.cobasi.com.br
Publicidade

A luxação de patela em cães é uma condição ortopédica na qual a patela — um pequeno osso da articulação do joelho, também conhecido como rótula — se desloca da sua posição normal e causa instabilidade em toda a região. O problema pode afetar cães de diferentes portes, mas é mais frequente em raças pequenas, conforme aponta um estudo publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A condição pode ter origem genética ou traumática e exige atenção dos tutores para garantir o bem-estar do animal.

O que é luxação de patela?

A luxação acontece quando um osso se desloca de maneira parcial ou completa dentro de uma articulação, deixando sua posição anatômica habitual. No joelho, essa alteração envolve a patela, também chamada de rótula. A patela tem uma função importante na movimentação do joelho, pois funciona como uma espécie de polia para os músculos responsáveis pela extensão da articulação. Durante esse movimento, ela desliza pelo sulco troclear, uma depressão localizada no fêmur.

Quando a patela do cachorro sai do lugar, ela deixa de acompanhar corretamente o movimento dentro desse sulco, o que prejudica a capacidade do pet de estender o joelho, causando sintomas como claudicação e desconforto. A condição pode ser classificada de acordo com a direção do deslocamento: medial ou lateral.

Tipos de luxação patelar

A luxação patelar medial acontece quando a patela se desloca para a parte interna do joelho ou para o outro membro posterior. Representa cerca de 75 a 80% dos casos envolvendo a região e é mais comum em cães de raças mini e pequenas, segundo Alieve e Marcelo Meller (2018).

Já a luxação patelar lateral ocorre quando a patela se desloca para a parte externa do joelho ou para o lado oposto ao do outro membro, apresentando maior ocorrência em cães de porte grande, conforme Hulse (1981) e Alam et al. (2007).

A luxação da patela pode afetar um ou ambos os joelhos dos cães. Quando apenas uma articulação é afetada, o quadro recebe o nome de luxação unilateral. Já quando os dois joelhos apresentam a alteração, o quadro passa a ser classificado como luxação bilateral. Nos dois casos, o cachorro com luxação sente bastante dor e precisa receber ajuda veterinária o mais breve possível.

Causas da luxação de patela

A luxação de patela em cães pode surgir por diferentes motivos. Normalmente, o quadro tem origem congênita e acaba sendo desencadeado por fatores hereditários. Isso significa que o cachorro nasce com alguma alteração anatômica que favorece o deslocamento ou o predispõe. Alguns animais também podem desenvolver a luxação de patela por origem traumática, através de fraturas ou impactos em acidentes ou quedas.

Os quadros de luxação patelar congênita estão relacionados a deformidades anatômicas que causam um desalinhamento na região da patela. Embora a luxação nem sempre esteja presente no momento em que o cachorro nasce, as alterações que serão responsáveis por ela acompanham o animal desde o nascimento.

Segundo Denny (2006), pacientes com luxação de patela congênita normalmente apresentam deformidades ósseas e anormalidades musculoesqueléticas, como alteração do ângulo de inclinação (coxa vara), rotação lateral e encurvamento do fêmur distal, sulco troclear raso com a crista troclear medial pouco desenvolvida e rotação e frouxidão lateral da articulação femoro-tibial.

Sintomas e sinais clínicos

Nos graus iniciais, alguns cães com luxação patelar podem não apresentar sinais clínicos perceptíveis da condição. Em estágios mais avançados, no entanto, o deslocamento pode provocar sintomas como claudicação (mancar), rigidez da pata, dificuldade de movimentação e redução da atividade física, além de dor, irritabilidade e apatia. Esses sinais podem variar de intensidade conforme a gravidade e a frequência do deslocamento.

É importante observar o comportamento do animal, pois a dor pode levar a mudanças de hábito, como evitar subir escadas ou pular. Caso o tutor note qualquer alteração na marcha ou no comportamento do cão, deve procurar um médico-veterinário para avaliação.

Tratamento e cuidados

O tratamento da luxação de patela depende da gravidade da alteração. Abordagens mais conservadoras incluem o uso de medicamentos e fisioterapia, mas, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos são indicados para corrigir o posicionamento da rótula. A escolha do tratamento deve ser feita por um profissional, considerando o grau da luxação, a idade do animal e a presença de outras condições.

Sem os cuidados adequados, o deslocamento recorrente da patela favorece o desgaste da articulação e aumenta o risco de complicações, como osteoartrite e dor crônica, prejudicando o bem-estar e a qualidade de vida do animal. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento veterinário são fundamentais para evitar a progressão da doença.

Se você suspeita que seu cão possa estar com luxação de patela, não hesite em buscar orientação profissional. O Portal Boca no Trombone continuará trazendo informações sobre saúde e bem-estar animal para manter você bem informado.

Fonte

Tags
Quer ver a BnT mais vezes no Google?
Redação BnT
Autoria
Redação BnT
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede