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Política

Marinho critica Moraes por busca contra fonte jornalística

Senador da oposição critica decisão do STF que autorizou buscas contra fontes de jornalista. Ele afirma que medida fere sigilo de fonte e pode intimidar colaboradores da imprensa.

Marinho critica Moraes por busca contra fonte jornalística
Crédito: Tribuna Do Norte
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O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou publicamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas contra pessoas apontadas como fontes de uma matéria jornalística.

Além disso, a manifestação foi divulgada em 12 de agosto de 2026, por meio da Redação Tribuna do Norte.

Dessa forma, para o parlamentar, a medida representa um precedente grave para a liberdade de imprensa e para o sigilo das fontes jornalísticas.

Ademais, a crítica ocorre após a revelação de que as medidas judiciais atingiram diretamente informantes de um jornalista.

Entenda o caso

As buscas foram autorizadas no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.

Por exemplo, Raimundo Cutrim e Diogo Diniz Lima são apontados como informantes do blogueiro Luís Pablo.

Além disso, o caso está relacionado a publicações que envolvem o ministro Flávio Dino e sua família.

Assim sendo, a decisão de Moraes autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra esses dois investigados, atingindo pessoas que teriam colaborado com o profissional de imprensa, o que amplia o impacto da medida.

Investigação aponta informantes e pagamentos

Ademais, segundo informações divulgadas sobre a investigação, Cutrim teria fornecido dados obtidos em sistemas restritos.

Por outro lado, Lima teria realizado pagamentos ao jornalista.

No entanto, o processo tramita sob sigilo, conforme determinação legal, o que impede a consulta pública aos autos.

Portanto, esses elementos reforçam o caráter sensível da apuração, que envolve suposta obtenção indevida de informações e repasse financeiro para viabilizar publicações.

Além disso, a conexão entre as buscas e o material jornalístico produzido pelo blogueiro Luís Pablo coloca em discussão os limites da investigação sobre a origem das informações e o alcance das medidas judiciais sobre fontes.

Sigilo de fonte em debate

Assim sendo, em manifestação sobre o episódio, Marinho afirmou que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional essencial para o exercício do jornalismo, especialmente em reportagens investigativas.

Além disso, “A liberdade de imprensa não pode ser relativizada por um ministro que deveria ser um de seus maiores defensores”, pontua Rogério Marinho.

Ademais, o senador argumentou que a proteção das fontes é fundamental para que informações sobre possíveis irregularidades, corrupção e abusos de poder possam chegar ao conhecimento público.

Dessa forma, essa proteção, na visão do parlamentar, assegura que denúncias relevantes alcancem a sociedade e cumpram papel de fiscalização do poder.

Senador vê risco para o jornalismo investigativo

Além disso, na avaliação de Rogério Marinho, a possibilidade de o Estado recorrer a medidas de busca e apreensão para chegar a uma fonte jornalística pode produzir um efeito de intimidação sobre pessoas que colaboram com profissionais de imprensa.

Ou seja, para ele, enfraquecer essa garantia pode fazer com que potenciais fontes deixem de colaborar com jornalistas por receio de serem identificadas e posteriormente alvo de medidas judiciais.

O receio de retaliação judicial, portanto, poderia silenciar informantes e comprometer investigações jornalísticas relevantes.

Repercussão entre entidades

Além disso, as entidades de defesa da imprensa também se manifestaram sobre o caso.

Sobretudo, elas defenderam que a atividade jornalística possui proteção constitucional e afirmaram que eventuais medidas que atinjam o sigilo da fonte podem representar ameaça ao livre exercício do jornalismo.

Dessa forma, o novo episódio amplia a discussão porque as medidas autorizadas por Moraes atingiram pessoas apontadas como fontes do jornalista, e não apenas o profissional responsável pelas publicações.

Em resumo, o episódio reacende o debate sobre os limites entre investigação criminal e liberdade de imprensa, com foco na proteção do sigilo da fonte.

Assim sendo, a manifestação do senador da oposição soma-se a outras críticas de entidades do setor, que cobram respeito às garantias constitucionais da atividade jornalística.

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