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Motiva Paraná

Após intensos estudos e adequações, a Motiva Paraná divulgou as diretrizes finais para o contorno rodoviário em Ponta Grossa. A concessionária adaptou o traçado para atender, dentro do possível, às demandas dos órgãos locais, mas encontrou limitações naturais que inviabilizam a inclusão de todas as sugestões feitas.

Um dos principais ajustes foi relacionado à redução de impactos ambientais. O traçado inicial da Motiva Paraná apresenta um balanço de massa cinco vezes menor do que a proposta das lideranças regionais, que sugeriam um novo trajeto ao norte da Maltaria Campos Gerais. Essa mudança técnica foi fundamental para minimizar o impacto ambiental, com um volume menor de aterro e escavação.

O relevo acidentado de Ponta Grossa e a presença de solo colapsível são as principais razões para essa adaptação. Tais características geográficas exigem o transporte de materiais de jazidas externas, o que afeta significativamente o prazo da obra. O traçado proposto pela Motiva Paraná, por exemplo, demandaria apenas 1,79 milhão de m³ de escavação, enquanto a alternativa local exigiria 9,13 milhões de m³.

Risco Ambiental e Compromissos Sustentáveis

A Motiva Paraná também levou em consideração a preservação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, que está na zona de amortecimento do Parque Estadual Vila Velha. Caso o projeto atingisse áreas de preservação, haveria a necessidade de novos estudos ambientais, ampliando o prazo da obra e gerando impactos ambientais desnecessários.

Outro ponto crucial foi a proteção do sistema de captação de água do Rio Pitangui pela Sanepar. O novo traçado evita que o contorno passe por um ponto elevado próximo à nascente do rio, minimizando o risco de acidentes que possam afetar o abastecimento de água para Ponta Grossa.

Impactos no Trânsito e Benefícios Regionais

O contorno rodoviário de Ponta Grossa será uma importante alternativa para desviar o tráfego pesado da cidade. O projeto de quase 42 km inclui nove dispositivos de interligação e um investimento estimado em mais de R$ 1 bilhão. Com a implementação dessa via, espera-se reduzir os custos de transporte e aumentar a segurança viária, beneficiando a logística dos Campos Gerais e do Paraná como um todo.

A rodovia será do tipo Classe 1-A, com acesso controlado e passagens em desnível, permitindo o crescimento ordenado da cidade. A Motiva Paraná enfatiza que o projeto foi desenvolvido com o mínimo de interferência em áreas de preservação ambiental e espaços ocupados por organizações, famílias e empresas.

Consultas e Diálogo com a Comunidade

O projeto foi desenvolvido com a participação ativa de 50 entidades, incluindo líderes empresariais, movimentos sociais e representantes do Poder Público. A concessionária realizou 90 encontros com a sociedade para discutir e ajustar o plano, garantindo que as propostas viáveis, tanto do ponto de vista técnico quanto ambiental, fossem incorporadas ao projeto final.

A Motiva Paraná se compromete a cumprir as diretrizes do contrato com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e concluir a obra dentro do prazo estabelecido. (Com assessoria)

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