Motorista que atropelou e matou jovem de 18 anos em PG não teria habilitação
Claudinei Lima Fagundes foi atingido por uma caminhonete Ford Ranger enquanto estava com familiares e amigos a caminho de uma pescaria; motorista fugiu do local e veículo foi localizado pela Polícia Militar horas depois

O motorista suspeito de atropelar e matar Claudinei Lima Fagundes, de 18 anos, na Avenida Pedro Wosgrau, em Ponta Grossa, não teria Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A informação acrescenta um novo elemento à investigação sobre o acidente ocorrido na madrugada de domingo (18), na região do Cará-Cará.
O veículo é apontado como o responsável pelo atropelamento que tirou a vida do jovem, que estava acompanhado de familiares e amigos quando foi atingido. O caso está sendo investigado para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do condutor.
Jovem estava a caminho de uma pescaria quando foi atropelado
O atropelamento aconteceu por volta das 5h15 de domingo (18), na Avenida Pedro Wosgrau, nas proximidades do acesso ao Distrito Industrial de Ponta Grossa. Segundo informações da Polícia Militar, Claudinei estava acompanhado de outros três homens, que seguiam de bicicleta para uma pescaria. Durante o trajeto, o grupo parou no acostamento para tirar fotografias das bicicletas e da paisagem.
Foi nesse momento que uma caminhonete Ford Ranger saiu da pista e atingiu integrantes do grupo. Claudinei sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local, antes que pudesse ser encaminhado ao hospital. Outros envolvidos sofreram ferimentos leves.
Motorista teria descido da caminhonete e fugido sem prestar socorro
Um dos pontos mais graves da ocorrência é a conduta atribuída ao motorista após o impacto. Conforme relatos de testemunhas repassados à Polícia Militar, o condutor teria parado a caminhonete, desembarcado e observado o jovem caído no chão. Em seguida, retornou ao veículo e deixou o local sem prestar socorro.
As testemunhas relataram a situação aos policiais que atenderam à ocorrência. A atitude do motorista também passou a integrar os elementos considerados na investigação.
Polícia encontrou caminhonete com a frente destruída
A Polícia Militar conseguiu localizar a caminhonete suspeita ainda no domingo (18), aproximadamente cinco horas depois do atropelamento. O veículo estava estacionado na garagem de uma residência no bairro Cará-Cará, onde foi encontrado por volta das 10h, após diligências da Agência Local de Inteligência (ALI) do 1º Batalhão da Polícia Militar.
A Ford Ranger apresentava danos expressivos na parte dianteira, compatíveis com o envolvimento em uma colisão. Segundo a PM, a responsável pelo imóvel informou que um familiar havia utilizado a caminhonete na noite anterior e retornado durante a madrugada.
Ao ser questionado sobre os danos, o homem teria admitido o envolvimento em um acidente de trânsito. Posteriormente, deixou a residência sem informar para onde estava indo. A Polícia Civil foi comunicada, e o veículo permaneceu à disposição das autoridades responsáveis pela apuração.
Advogado da família aponta excesso de velocidade e cobra responsabilização
O advogado Fernando Madureira, que representa os familiares de Claudinei, também se manifestou sobre o atropelamento e destacou a gravidade das circunstâncias relatadas por testemunhas. Segundo Madureira, a caminhonete estaria trafegando em velocidade muito elevada quando atingiu as vítimas. Ele afirmou ainda que Claudinei teria sido arremessado a mais de 30 metros após o impacto.
De acordo com o advogado, não foram observadas marcas de frenagem no local do atropelamento, circunstância que, na avaliação dele, reforça a suspeita de velocidade excessiva. A defesa da família também destacou que o motorista deixou o local e que um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso.
As alegações sobre velocidade e distância do arremesso dependem de confirmação por meio das perícias e demais elementos da investigação.
Motorista pode responder criminalmente pelo atropelamento
A investigação deverá esclarecer se houve imprudência, negligência ou outras circunstâncias que possam influenciar o enquadramento criminal da ocorrência. Caso seja confirmada a ausência de habilitação, a situação também deverá ser analisada pelas autoridades à luz do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Além disso, a suspeita de fuga sem prestar socorro poderá ter consequências jurídicas. Dependendo das conclusões da investigação, o motorista poderá responder por crimes relacionados à morte da vítima e à sua conduta após o atropelamento.
O enquadramento definitivo dependerá da análise da Polícia Civil e do Ministério Público.
Claudinei foi sepultado em Ponta Grossa
A morte de Claudinei Lima Fagundes causou comoção entre familiares e amigos. O jovem nasceu em 4 de julho de 2008, em Ponta Grossa, e havia completado 18 anos poucos meses antes da tragédia.
O velório ocorreu na Capela Municipal do Jardim Paraíso, e o sepultamento estava marcado para segunda-feira (19), às 16h, no Cemitério São Vicente de Paula, conhecido como Vicentino.
Polícia Civil investiga o caso
Até a última atualização pública consultada, não havia confirmação oficial de prisão do motorista. Uma reportagem publicada na segunda-feira (19) informou que o homem identificado como suspeito havia comunicado à Polícia Civil a intenção de se apresentar à delegacia nos dias seguintes.
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A investigação deverá reunir depoimentos, imagens e exames periciais para determinar como a caminhonete atingiu as vítimas, a velocidade do veículo e as circunstâncias da fuga.
A confirmação oficial sobre a situação da habilitação do motorista, o eventual comparecimento dele à delegacia e os possíveis indiciamentos ainda depende de atualização das autoridades policiais.
























