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Ponta Grossa

Município de PG aparece entre os “10 piores” em estudo sobre desigualdade de gênero no trabalho

O estudo também mostra que mulheres ponta-grossenses recebem, em média, entre 76% e 81% da remuneração masculina, dependendo do setor econômico analisado

Município de PG aparece entre os “10 piores” em estudo sobre desigualdade de gênero no trabalho
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Um levantamento apresentado no I Plano Municipal dos Direitos das Mulheres 2026-2035 colocou Ponta Grossa entre os “10 piores” municípios avaliados em indicadores ligados à desigualdade de gênero. Os dados apontam problemas relacionados à desigualdade salarial, baixa presença feminina na política e dificuldades de inserção e permanência das mulheres no mercado de trabalho.

Segundo o documento publicado no Diário Oficial do Município, Ponta Grossa recebeu classificação “Baixo” em desigualdade salarial por sexo, “Muito Baixo” na diferença entre homens e mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, além de índices considerados “Muito Baixos” na presença de vereadoras e na taxa relacionada ao enfrentamento do feminicídio.

O estudo também mostra que mulheres ponta-grossenses recebem, em média, entre 76% e 81% da remuneração masculina, dependendo do setor econômico analisado. A diferença fica ainda maior entre profissionais com ensino superior completo: nesse grupo, as mulheres recebem apenas 61% do rendimento dos homens.

O diagnóstico relaciona diretamente esses dados à Lei nº 14.611/2023, conhecida como Lei da Igualdade Salarial. A legislação federal reforça a obrigatoriedade da igualdade de remuneração entre homens e mulheres que exercem trabalho de igual valor, além de exigir mecanismos de transparência salarial e medidas de combate à discriminação remuneratória.

De acordo com o plano municipal, o cenário identificado em Ponta Grossa reflete um problema estrutural nacional, especialmente porque a desigualdade permanece mesmo entre mulheres com maior escolaridade e inseridas formalmente no mercado de trabalho.

Plano prevê ações até 2035

Diante do diagnóstico, o município elaborou uma série de propostas que devem ser executadas entre 2026 e 2035. Entre as medidas previstas estão:

criação de benefícios para empresas que contratarem mulheres;
selo social para empresas que empreguem mulheres vítimas de violência;
programas de capacitação feminina na construção civil e em áreas industriais;
ampliação do acesso a vagas em CMEIs;
estudos para ampliação do horário dos CMEIs até às 18h;
criação de espaços de trabalho para mulheres egressas do sistema prisional;
incentivo à empregabilidade de mulheres negras, LGBTQIA+ e mães atípicas;
retomada dos clubes de mães para geração de renda;
implantação de cuidotecas durante cursos profissionalizantes;
criação de um programa municipal de combate à desigualdade salarial;
certificação para empresas com equidade salarial;
cursos de tecnologia e inteligência artificial voltados exclusivamente para mulheres.

O plano também prevê ações voltadas à economia do cuidado, incentivo ao empreendedorismo feminino e programas de transição para empregos de maior remuneração.

As propostas envolvem diversos órgãos municipais, além de entidades parceiras como SEBRAE, SENAI, ACIPG, Ministério Público, Sistema S, Agência do Trabalhador e universidades.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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