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Nepal resgata 2 trabalhadores com vida de túnel após enchentes

Equipes de resgate do Nepal encontraram com vida dois trabalhadores que estavam presos em um túnel de uma usina hidrelétrica nove dias após as enchentes que devastaram o país. O primeiro sobrevivente foi retirado durante operação do Exército nepalês, e um parlamentar confirmou o resgate de uma segunda pessoa. As enchentes, provavelmente causadas pelo colapso de uma geleira, deixaram ao menos 1.259 mortos e mais de 5.000 desaparecidos.

Nepal resgata 2 trabalhadores com vida de túnel após enchentes
Crédito: g1.globo.com
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Equipes de resgate do Nepal encontraram com vida dois trabalhadores que estavam presos em um túnel de uma usina hidrelétrica nove dias após as enchentes que devastaram o país, informaram autoridades nesta sexta-feira (4). O primeiro sobrevivente foi retirado do túnel Trishul 3A durante uma operação conduzida pelo Exército nepalês. Pouco depois, um parlamentar do país afirmou que uma segunda pessoa também foi resgatada com vida.

Imagens exibidas por emissoras locais mostraram um dos trabalhadores coberto de lama e sendo carregado nos ombros de um socorrista. Equipes médicas prestaram atendimento ainda no local do resgate. A operação mobilizou militares e equipes especializadas em busca e salvamento, que trabalharam por dias em condições adversas.

Resgate dramático após nove dias

O túnel Trishul 3A, onde os trabalhadores estavam presos, faz parte de um projeto hidrelétrico na região afetada pelas enchentes. As equipes de resgate utilizaram equipamentos pesados e técnicas de escavação manual para alcançar os sobreviventes. Apesar das dificuldades, a retirada do primeiro trabalhador foi concluída com sucesso, e o segundo resgate foi confirmado logo em seguida por um parlamentar local.

A fonte não detalhou o estado de saúde dos resgatados, mas as imagens mostram que um deles estava consciente e recebeu atendimento médico imediato. A operação de resgate continua em outras áreas, pois há centenas de trabalhadores ainda desaparecidos em túneis de usinas hidrelétricas na região.

Enchentes devastadoras atingem o Nepal

As enchentes atingiram o Nepal em 26 de agosto e, segundo autoridades, provavelmente foram provocadas pelo colapso de uma geleira. O desastre devastou cidades e vales em diversas regiões do país, destruindo infraestrutura e deixando milhares de pessoas desabrigadas. Comunidades inteiras foram varridas pela força das águas, e o número de vítimas continua subindo à medida que as buscas avançam.

De acordo com a agência nacional de gestão de desastres, ao menos 1.259 pessoas morreram e mais de 5.000 continuam desaparecidas. No lado tibetano da fronteira, a China informou que 21 pessoas morreram e 541 seguem desaparecidas. A tragédia é considerada uma das piores da história recente do Nepal, um país montanhoso vulnerável a desastres naturais.

Centenas de trabalhadores ainda desaparecidos

As buscas continuam em áreas afetadas e em projetos de geração de energia. Autoridades locais estimam que cerca de 900 trabalhadores estejam desaparecidos em 12 usinas hidrelétricas. Desse total, aproximadamente 500 podem estar presos em túneis, o que torna a operação de resgate extremamente complexa e urgente.

As equipes de resgate enfrentam desafios como lama, escombros e o risco de novos deslizamentos. A prioridade é localizar os sobreviventes o mais rápido possível, mas as condições no terreno dificultam o trabalho. O resgate dos dois trabalhadores nesta sexta-feira trouxe esperança para as famílias que aguardam notícias de seus entes queridos.

Prejuízos bilionários e reconstrução

Além da tragédia humana, o desastre provocou danos bilionários. Segundo Dharma Raj Upreti, chefe da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres, imóveis, moradias e obras de infraestrutura sofreram prejuízos estimados em pelo menos US$ 2,56 bilhões (387,5 bilhões de rúpias nepalesas). O valor reflete a destruição de estradas, pontes, redes de energia e sistemas de abastecimento de água.

O governo calcula ainda que os custos iniciais de recuperação nos primeiros quatro meses serão de cerca de US$ 52,6 milhões (7,95 bilhões de rúpias nepalesas). Os recursos deverão ser usados para reconstrução de estradas, instalação de abrigos temporários e restabelecimento dos serviços de água potável e energia elétrica. A reconstrução total deve levar anos e exigir investimentos muito maiores.

Histórico de desastres na região

As cheias de julho do ano passado em Rasuwagadhi destruíram a Ponte da Amizade (que marca a fronteira com o Tibete), além de estradas e uma subestação hidrelétrica. Elas também carregaram veículos em Rasuwa, no Nepal — Foto: Getty Images via BBC. Esse histórico mostra a vulnerabilidade da região a eventos climáticos extremos, agravados pelas mudanças climáticas e pelo derretimento de geleiras no Himalaia.

O Nepal, situado entre a Índia e a China, tem topografia montanhosa e infraestrutura frágil, o que aumenta o impacto de desastres naturais. A repetição de enchentes e deslizamentos nos últimos anos tem levado o governo a revisar políticas de prevenção e resposta a emergências, mas os desafios são enormes.

Esperança em meio à tragédia

O resgate dos dois trabalhadores é um raro momento de alívio em meio a uma catástrofe de grandes proporções. As equipes de resgate continuam trabalhando incansavelmente para encontrar outros sobreviventes, e cada vida salva renova a esperança das comunidades afetadas. A solidariedade internacional também tem sido fundamental, com países vizinhos e organizações humanitárias oferecendo apoio logístico e financeiro.

A população do Nepal enfrenta agora o desafio de reconstruir suas vidas e suas cidades. As autoridades prometem investigar as causas do colapso da geleira e adotar medidas para reduzir o risco de futuros desastres. Enquanto isso, as buscas continuam, e o mundo acompanha com atenção os esforços para salvar vidas e aliviar o sofrimento das vítimas.

Para mais informações sobre desastres naturais e ações humanitárias, continue acompanhando o Portal Boca no Trombone.

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