“O PSD quer Bolsonaro fora para voltar ao jogo?”, por Gleidson Carlos

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Gleidson Carlos
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Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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O PSD tenta, mais uma vez, se apresentar como alternativa ao duelo que domina a política brasileira desde 2018. Mas o movimento do partido, conduzido por Gilberto Kassab, revela muito mais hesitação do que coragem. A sigla nasceu do antigo PSDB e do DEM — estruturas tradicionais da centro-direita — e agora tenta reencontrar espaço num cenário redesenhado pelo bolsonarismo.

O partido circula com três nomes na prateleira presidencial para 2026: Ratinho Junior (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO). Na prática, quando há três pré-candidatos, pode não haver nenhum. O excesso de opções parece mais um sintoma de indecisão interna do que uma estratégia robusta para ocupar o centro.

Houve um momento em que Ratinho Junior despontou como escolha natural. Com o recuo de Tarcísio de Freitas (SP) da disputa nacional, o governador do Paraná aparecia como o nome mais viável, inclusive liderando sondagens internas. Ainda assim, perdeu espaço no tabuleiro de Kassab, que segue tentando manter todas as portas abertas — e, com isso, não entra de vez em nenhuma sala.

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O dilema é simples: a direita disputa o mesmo eleitorado e só dois chegam ao segundo turno. Flávio Bolsonaro, herdeiro político direto do pai, tem demonstrado capacidade de consolidar o voto bolsonarista. Enquanto isso, o PSD tenta ocupar uma faixa de centro-direita, mas sem romper com o governo Lula e mantendo presença sólida no Norte e Nordeste — regiões onde a esquerda costuma ter força consolidada.

A aposta do partido parte da ideia de que existe espaço para uma direita sem Bolsonaro. Mas o terreno mudou. O bolsonarismo engoliu o PSDB, misturou fronteiras e redesenhou o mapa ideológico do país. O PSD, por sua vez, nasceu justamente quando setores da direita optaram por não fazer oposição ao governo Dilma. Essa origem revela o traço que ainda define a sigla hoje: o pragmatismo.

A dúvida que fica é simples e incômoda: o PSD realmente acredita que pode liderar a direita pós-Bolsonaro — ou apenas espera que o tabuleiro se mova sozinho? No jogo de 2026, hesitar pode ser a forma mais rápida de sair do centro da mesa.

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