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Operário terá que se adaptar às novas regras de arbitragem do Brasileirão; veja o que muda

Novas regras de arbitragem no Brasileirão já valem em 2026 e afetam o Operário. Veja as nove mudanças.

Operário
Foto: Luciana Vermell / CBF
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As novas regras de arbitragem no Brasileirão começaram a ser implementadas pela CBF e terão impacto direto também no Operário Ferroviário, que disputa a Série B. Entre as mudanças estão limite de tempo para laterais e tiros de meta, novas regras para atendimentos médicos, participação do VAR em segundos cartões amarelos e punições mais rígidas durante discussões em campo.

As alterações foram apresentadas durante a terceira reunião promovida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com clubes das Séries A e B, realizada na segunda-feira (10), em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Além do Campeonato Brasileiro, parte das novas determinações será utilizada também na Copa do Brasil masculina e feminina e no Campeonato Brasileiro Feminino A1.

O encontro faz parte das discussões para a construção de um novo regulamento para a temporada de 2027. Segundo a CBF, a arbitragem deverá receber cerca de R$ 200 milhões em investimentos entre 2026 e 2027.

Operário terá que se adaptar às mudanças na Série B

Para o Operário Ferroviário, as alterações passam a fazer parte da rotina das partidas da Série B. Na prática, jogadores e comissão técnica terão de ficar atentos principalmente às regras envolvendo reposição da bola, substituições, atendimento médico e diálogo com a equipe de arbitragem.

Uma das novidades estabelece que somente o capitão poderá atuar como principal interlocutor da equipe com o árbitro durante a partida. A intenção é diminuir aglomerações e discussões em torno da arbitragem.

Outra mudança que pode interferir diretamente na estratégia dos treinadores envolve o atendimento médico. O jogador que precisar receber atendimento dentro do gramado terá que deixar o campo e permanecer fora durante um minuto antes de retornar.

Caso o atendimento seja realizado no goleiro, um jogador de linha indicado pelo treinador deverá permanecer fora por um minuto.

As medidas fazem parte de uma tentativa da CBF de deixar as partidas mais dinâmicas e aumentar o tempo efetivo de jogo.

CBF quer aumentar tempo de bola rolando

Um levantamento elaborado em parceria com a CBF Academy apontou que, antes da paralisação para a Copa do Mundo de 2026, o Brasileirão Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida.

A meta utilizada como referência pela FIFA é de aproximadamente 60 minutos.

Segundo os números apresentados pela entidade, outras grandes ligas também estão abaixo desse patamar. A Premier League registra 55 minutos e 23 segundos; Ligue 1 e Bundesliga, 56 minutos e 17 segundos; La Liga, 55 minutos e nove segundos; e o Campeonato Italiano, 54 minutos e 28 segundos.

O estudo da CBF estima que determinadas mudanças podem recuperar aproximadamente seis minutos e 22 segundos de bola rolando por jogo.

Entre os pontos identificados estão tempo gasto em cobranças de faltas, reposição de bola, atendimentos médicos e checagens de VAR e impedimento semiautomático.

Veja as nove novas regras

1. Cinco segundos para cobrar o lateral

A contagem começa assim que o jogador estiver com a bola disponível para realizar o arremesso lateral.

2. Cinco segundos para cobrar tiro de meta

Após a autorização do árbitro, o goleiro terá cinco segundos para colocar a bola em jogo. Caso ultrapasse o tempo determinado, o adversário poderá receber um escanteio.

3. Dez segundos para deixar o campo em substituições

O jogador substituído deverá abandonar o gramado pelo ponto mais próximo e de maneira rápida, evitando atrasar deliberadamente o reinício do jogo.

4. Um minuto fora após atendimento médico

O atleta atendido dentro de campo terá que sair do gramado e permanecer fora durante um minuto antes de ser autorizado a retornar.

5. Atendimento ao goleiro também gera saída temporária

Quando o goleiro precisar de atendimento médico, um jogador de linha escolhido pelo treinador deverá permanecer um minuto fora de campo.

6. Somente o capitão conversa com o árbitro

Cada equipe terá um interlocutor principal para tratar de decisões com a arbitragem, reduzindo a presença de vários atletas cercando o árbitro.

7. Cobrir a boca durante discussão pode gerar expulsão

O chamado “Protocolo Vini Jr.” prevê cartão vermelho quando um atleta cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário, conforme o protocolo apresentado pela CBF.

8. VAR poderá revisar segundo cartão amarelo

O VAR passa a poder participar da checagem de um cartão amarelo quando a advertência resultar na expulsão do jogador por ser o segundo amarelo recebido na partida.

9. VAR poderá corrigir escanteio concedido incorretamente

A medida foi aprovada para 2027. O VAR poderá corrigir uma decisão equivocada de escanteio quando a análise puder ocorrer imediatamente, sem provocar atraso significativo no reinício da partida.

As mudanças mostram que o futebol brasileiro deve passar por uma transformação gradual nas próximas temporadas. Para clubes como o Operário, jogadores, comissão técnica e torcedores precisarão se acostumar a partidas com maior controle sobre paralisações e novas possibilidades de interferência da arbitragem de vídeo.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
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