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Política

Pastor Ezequiel critica decisão do Ministério Público do Ceará: “Estado quer silêncio total sobre Deus?”

Vereador Pastor Ezequiel afirma que recomendação do Ministério Público do Ceará abre debate sobre liberdade religiosa

Pastor Ezequiel critíca decisão do Ministério Público do Ceará: "Estado quer silêncio total sobre Deus?"
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A recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) ao Colégio Salesiano São João Bosco, em Juazeiro do Norte (CE), ultrapassou as fronteiras do Nordeste e passou a repercutir em Ponta Grossa. O caso ganhou força nas redes sociais e provocou manifestações de lideranças religiosas e políticas, entre elas o vereador Pastor Ezequiel, que classificou a medida como uma afronta à liberdade religiosa e ao direito das famílias de escolherem uma educação alinhada às suas convicções.

O centro da discussão é uma recomendação da 3ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte para que a instituição assegure que a participação dos estudantes em atividades e celebrações religiosas seja facultativa, além de garantir alternativas aos alunos que optarem por não participar, sem prejuízo pedagógico. Segundo o Ministério Público, a medida busca preservar a liberdade de crença e de consciência prevista na Constituição Federal e evitar qualquer forma de constrangimento aos estudantes.

O caso passou a ser amplamente compartilhado por parlamentares, lideranças religiosas e influenciadores, muitos deles interpretando a recomendação como uma tentativa de restringir manifestações religiosas em uma instituição cuja proposta pedagógica é historicamente baseada nos princípios da Igreja Católica.

Pastor Ezequiel critica atuação do Ministério Público

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Pastor Ezequiel questionou a decisão e afirmou que ela representa uma interferência indevida do Estado na identidade de uma escola confessional. “O Ministério Público notificou uma escola católica, proibindo de realizar atividades religiosas com os alunos. Uma escola católica proibida de falar sobre religião. Será que o Estado quer silêncio total sobre Deus dentro das escolas?”, declarou.

O vereador também argumentou que pais e responsáveis matriculam seus filhos em instituições confessionais justamente por conhecerem sua proposta pedagógica e seus valores religiosos. Segundo ele, impedir ou restringir essas atividades comprometeria a própria identidade da instituição de ensino.

Parlamentar faz críticas à atuação dos órgãos fiscalizadores

Durante o pronunciamento, Pastor Ezequiel também afirmou existir tratamento desigual em relação a outros temas debatidos no ambiente escolar. Sem apresentar casos específicos, o vereador declarou que o Ministério Público não adotaria a mesma postura diante de conteúdos relacionados à identidade de gênero ou a debates que, segundo ele, enfraquecem a estrutura familiar tradicional.

As declarações refletem posicionamentos do parlamentar e integram o debate político gerado pela recomendação, sem representar a posição oficial do Ministério Público.

Recomendação trata da participação facultativa

Em nota oficial, o MPCE esclareceu que a recomendação não determina o fim das atividades religiosas promovidas pelo Colégio Salesiano São João Bosco.

O documento orienta que essas atividades permaneçam facultativas, garantindo aos estudantes o direito constitucional à liberdade de crença e de consciência. Também recomenda que a escola informe alunos, famílias e profissionais sobre esse caráter voluntário e ofereça alternativas pedagógicas para quem decidir não participar. O colégio recebeu prazo de 20 dias para informar as providências adotadas.

A própria proposta institucional do Colégio Salesiano destaca que sua metodologia educacional está fundamentada nos princípios de “Razão, Religião e Amor”, seguindo o sistema preventivo criado por Dom Bosco e adotado pela Rede Salesiana de Escolas.

O episódio também motivou manifestação da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), que reafirmou a importância da identidade confessional das escolas católicas e defendeu que experiências pastorais e religiosas fazem parte de seu projeto educativo, ao mesmo tempo em que ressaltou a necessidade de respeito à liberdade de consciência dos estudantes.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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