PC instaura inquérito após PM de folga matar cachorro com um tiro em Castro
Ao tentar entrar na UPA de Castro para buscar sua filha, o PM foi surpreendido e cercado de forma agressiva por três cachorros, o que ocasionou o tiro.

A Polícia Civil de Castro instaurou inquérito policial para elucidar a ocorrência envolvendo um policial militar e um cão comunitário, registrada no final da tarde de sexta-feira (24), em frente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Na ocasião, um policial militar em horário de folga compareceu à unidade de saúde para buscar sua filha, que realiza estágio no local. Ao tentar adentrar na UPA, o PM foi surpreendido e cercado de forma agressiva por três cães de grande porte que permaneciam habitualmente no acesso principal do prédio público.
“Após a situação, o policial militar e testemunhas compareceram à delegacia local para serem ouvidos pelo delegado de plantão. Conforme apurado preliminarmente a partir das oitivas presenciais, o envolvido tentou esquivar-se e repelir os animais por meios não letais, recuando, emitindo comandos de voz e simulando recolher objetos do chão para dispersá-los. Contudo, acuado contra as paredes de vidro da recepção e diante do risco iminente de ataque, efetivou um único disparo com sua arma de fogo para neutralizar a investida, atingindo fatalmente um dos cães. Com a situação, o policial sequer conseguir adentrar à unidade de atendimento”, destaca o delegado Marcondes Alces Ribeiro.
A Polícia Civil ainda detalha que constatou-se que a presença dos animais na entrada da UPA já havia sido objeto de notificações prévias por parte da equipe da unidade para providências de controle urbano junto à Prefeitura Municipal, havendo inclusive registro de boletim de ocorrência anterior de ataque a pacientes no mesmo local.
Integridade
Com base nesses elementos e nos artigos 23, inciso I, e 24 do Código Penal Brasileiro, a Autoridade Policial plantonista reconheceu preliminarmente a incidência do estado de necessidade, tendo em vista que o cidadão agiu exclusivamente para resguardar sua integridade física contra um perigo real, atual e inevitável por outros meios no momento da ação, razão pela qual não foi ratificada a prisão em flagrante.
Inquérito
A Autoridade Policial determinou a instauração formal de um inquérito policial mediante portaria para a completa e minuciosa apuração dos fatos.
O procedimento prosseguirá com a realização de diligências complementares, como a oitiva de novas testemunhas, o acesso e a análise técnica das imagens das câmeras de monitoramento do local, assegurando a total transparência e a elucidação cabal dos fatos.
Com informações Polícia Civil
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