QUARTA-FEIRA · 16 SET 2026Ponta Grossa 12°C ☁️
Publicidade
Entretenimento

Pedro Sampaio fala sobre público LGBT: Vocês que me colocam

Pedro Sampaio abriu o Palco Mundo do Rock in Rio com show inédito e falou sobre sua relação com o público LGBT+. O artista afirmou que não escolheu ocupar esse lugar, mas que foi o público que o colocou nele. Ele também revelou planos de parceria com Anitta para 2027.

Pedro Sampaio fala sobre público LGBT: 'Vocês que me colocam'
Pedro Sampaio durante show no Rock in Rio 2026. — Foto: Steff Lima
Publicidade

O DJ, cantor e produtor Pedro Sampaio, de 28 anos, abriu o Palco Mundo do Rock in Rio no sábado (12) com o show inédito “Abraça o Amigo e Pula”. Em entrevista após a apresentação, o carioca comentou sobre o espaço que passou a ocupar junto ao público LGBT+ e afirmou que não foi uma escolha deliberada de carreira. “Vocês que estão me colocando. Eu só faço música”, declarou.

A apresentação transformou a abertura do palco principal em uma grande festa do pijama, com sofás coloridos, guerra de travesseiros, 20 dançarinos e 25 mil leques distribuídos ao público. O espetáculo, pensado para circular por cerca de um ano, substitui a estética da era “Caos” e marca uma nova fase na trajetória do artista.

Show inédito e reação do público

O repertório reuniu sucessos como “Poc Poc”, “Galopa”, “Joga Pra Lua”, “Dançarina” e “JETSKI”. Durante a apresentação, um dos momentos de maior reação aconteceu em “SEQUÊNCIA CUNT”, música que Pedro lançou com Isma Almeida, Vita Pereira e Clementaum. A faixa é marcada por referências explícitas à sexualidade e à linguagem da comunidade, com trechos como “Uma é ativa, outra é passiva” e “Cacare’, cacare’, cacare’, cunty”.

Foi a primeira vez que Pedro abriu o Palco Mundo do festival. Antes, ele havia participado de uma ativação do Rock in Rio em 2022, se apresentado no Palco Sunset em 2024 e passado pela edição de Lisboa neste ano. O carioca também participou do show de J Balvin, que o convocou ao palco durante sua estreia no festival.

Relação com a cena LGBT+

Questionado se o lugar que passou a ocupar junto ao público LGBT+ é uma posição que escolheu assumir na carreira, Pedro diz que não. Para o artista, foi o próprio público que o colocou nesse espaço a partir da forma como recebeu e se apropriou de suas músicas e de seus shows. “Vocês que estão me colocando. Eu só faço música”, reforçou.

A declaração ecoa um debate recorrente sobre a relação entre artistas e identidades de público. No caso de Pedro, a apropriação de suas canções por parte da comunidade LGBT+ se dá tanto pelas letras quanto pela performance e estética dos shows. A faixa “SEQUÊNCIA CUNT”, por exemplo, utiliza gírias e referências que dialogam diretamente com a cultura ballroom e com a linguagem queer.

Próximos passos na carreira

Enquanto comemora o resultado da apresentação no festival, Pedro já começa a mirar o próximo passo: uma parceria com Anitta, prevista para o verão de 2027. A fonte não detalhou se a colaboração será um single, um feat em álbum ou uma apresentação conjunta, mas a expectativa já movimenta as redes sociais.

O show “Abraça o Amigo e Pula” deve circular por cerca de um ano, levando a nova estética a diferentes palcos do país. A proposta, segundo o artista, é criar uma experiência coletiva de celebração e acolhimento, em sintonia com o título do espetáculo.

Trajetória no Rock in Rio

A escalação de Pedro Sampaio para abrir o Palco Mundo representa um marco em sua carreira. Em 2022, ele participou de uma ativação do festival; em 2024, subiu ao Palco Sunset; e neste ano, além da abertura do palco principal, também marcou presença no show de J Balvin. A edição de Lisboa, realizada em 2024, também contou com sua participação.

O crescimento gradual dentro do festival reflete a consolidação do artista no cenário pop nacional. Com uma base de fãs diversa e engajada, Pedro Sampaio se firma como um dos nomes mais populares da música eletrônica e do funk no Brasil.

Impacto e representatividade

A fala de Pedro Sampaio sobre não ter escolhido o lugar que ocupa na cena LGBT+ levanta questões sobre autenticidade e representatividade. Ao afirmar que apenas faz música, o artista desloca o foco da intenção para a recepção, reconhecendo o papel do público na construção de sua imagem.

Para além da polêmica, o show no Rock in Rio mostrou que a conexão com a comunidade LGBT+ é real e intensa. A distribuição de 25 mil leques, a guerra de travesseiros e a presença de 20 dançarinos criaram um ambiente de festa e liberdade, em sintonia com o espírito do festival.

O próximo capítulo dessa história deve vir com a parceria com Anitta, prevista para 2027. Até lá, o público pode esperar mais apresentações do espetáculo “Abraça o Amigo e Pula” e, possivelmente, novas músicas que reforcem o diálogo com a cena LGBT+.

Fonte

Tags
Quer ver a BnT mais vezes no Google?
Redação BnT
Autoria
Redação BnT
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
Ver todas as matérias →
Publicidade

Comentários

Nenhum comentário ainda

Deixe seu comentário

1500 caracteres restantes

Ao comentar você concorda com a publicação do seu nome e do seu comentário nesta página. Seu e-mail não é exibido e é usado apenas para moderação. Comentários ofensivos podem ser removidos pela redação — veja a política de privacidade.

Carregando comentários…

Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede