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PL lança Rogerio Marinho a presidência do Senado

PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado em 2027 e desafia Davi Alcolumbre em disputa que envolve Lula, STF e oposição.

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Foto: Divulgação
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A disputa pela presidência do Senado Federal, marcada para fevereiro de 2027, começa a revelar uma queda de braço que vai muito além da escolha de quem comandará a Casa. O que está em jogo é o controle da agenda política e institucional do país.

O PL oficializou a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, colocando em xeque o projeto de reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP). O movimento demonstra que o partido pretende transformar o fortalecimento de sua bancada nas eleições de 2026 em poder institucional. Com 29 senadores na próxima legislatura, terá a maior representação da Casa.

Alcolumbre, por sua vez, chegou a sinalizar disposição para colocar em pauta o projeto da dosimetria, que poderia reduzir penas de condenados pelos atos golpistas, entre eles Jair Bolsonaro. A movimentação alimentou expectativas de aproximação com a oposição, inclusive em torno de uma possível mudança na postura do Senado diante dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mas o lançamento de Marinho indica que o PL não pretende entregar seu apoio apenas em troca de concessões pontuais. A legenda quer participar diretamente do comando da Casa e, principalmente, influenciar sua agenda.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também colocou seu nome na disputa, embora tenha sinalizado diálogo com Marinho para evitar uma divisão de votos. Sua candidatura acrescenta uma variável importante às negociações, especialmente porque o PP tem influência na composição do Centrão e mantém articulações com Alcolumbre.

O desafio do PL é transformar sua força parlamentar em maioria. São necessários 41 votos para vencer, e a maior bancada, isoladamente, não garante esse resultado. Marinho precisará ampliar alianças, enquanto Alcolumbre conta com apoios no Centrão e entre governistas.

Nesse cenário, Lula tem interesse direto na permanência de Alcolumbre. Não se trata apenas de garantir interlocução com o presidente do Senado e facilitar a governabilidade. A eleição também pode definir o ambiente político para futuras indicações ao Supremo e, sobretudo, o tratamento que a Casa dará às iniciativas de confronto com a Corte.

O presidente da República sabe que uma eventual vitória do PL ampliaria o espaço de uma oposição que tem entre suas principais bandeiras o impeachment de ministros do STF. Por outro lado, a permanência de Alcolumbre representa a continuidade de uma relação política baseada em negociações, ainda que não necessariamente em alinhamento ideológico.

A eleição do Senado será, portanto, um teste para a capacidade de articulação dos dois lados. O PL quer demonstrar que saiu das urnas com força suficiente para ocupar espaços de poder. Lula pretende preservar um aliado estratégico no comando da Casa. E Alcolumbre precisa provar que sua capacidade de negociação continua sendo maior do que a pressão exercida pelos diferentes grupos políticos.

Mais do que uma disputa por uma cadeira, o Senado se tornou o próximo campo de batalha pelo equilíbrio de forças em Brasília.

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Gleidson Carlos
Autoria
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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