Prato de macarrão, por Renata Régis Florisbelo
Ermínio era exigente com o macarrão, mas um almoço em família revelou um detalhe nada apetitoso na preparação do prato caseiro.

Ermínio era chato, não aceitava comer macarrão industrializado. Sua prendada esposa precisava cumprir quase diariamente o ritual da preparação do alimento. A família havia sido convidada para almoçar em casa de gente simples e cordial. Enquanto os homens circulavam fora da residência, as mulheres, anfitriã da casa e a esposa e a sobrinha do exigente senhor permaneciam na preparação da refeição.
Naquele exato instante olhavam a panela e a chocante constatação de que os ovos eram somados ao macarrão em fervura como vieram ao mundo e com todos os resquícios e restos que lhe acompanharam ao serem expelidos. Susto. Pausa..
E o almoço ficou pronto, mesa servida, convidados acomodados, a moça e a mulher foram criativas em arrumar desculpas mirabolantes para não tocar em nada que saiu daquela panela. O homem se deliciou e se fartou do saboroso macarrão feito em casa. Serviu-se de vários pratos. Parecia que aquele macarrão nunca iria acabar.
Autoria: Renata Regis Florisbelo
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