Renan Santos prevê vitória de Flávio e não apoiará ninguém
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, avaliou que o resultado do primeiro turno ficou abaixo do esperado e afirmou que a eleição já é de Flávio Bolsonaro. Ele declarou que não apoiará nenhum candidato no segundo turno e liberou os militantes do partido para escolherem como agir.

Após a apuração do primeiro turno, Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o resultado ficou abaixo do que esperava para sua campanha e para o partido. Ele também avaliou que “a eleição já é do Flávio Bolsonaro“. Em fala a apoiadores transmitida pelas redes sociais, ele disse que a quarta colocação ficou muito distante de suas expectativas. Renan Santos fez mais de 2,6 milhões de votos.
O candidato não escondeu a frustração com o desempenho nas urnas. Em um discurso direto, classificou o resultado como ruim e apontou as consequências para o projeto político do Missão. A declaração foi feita logo após a confirmação dos números, em um tom de balanço e autocrítica.
Resultado abaixo do esperado
“O resultado é ruim. Não vamos passar de cláusula de barreira, vamos ter apenas um deputado estadual e um deputado federal no mesmo estado. O resultado não é bom, não é bom para o projeto, não é bom para aquilo que a gente desenhava”, afirmou.
A fala evidencia a insatisfação com a votação obtida pelo partido, que não alcançou a representatividade almejada. A cláusula de barreira, mencionada por Renan, é um mecanismo que restringe o acesso a recursos e tempo de TV para legendas com baixo desempenho eleitoral. Apesar do tom crítico, o candidato seguiu analisando o cenário político nacional.
Sem apoio no segundo turno
O candidato afirmou que não apoiará nenhum dos dois nomes que avançaram ao segundo turno e liberou os militantes do Missão para escolherem como agir na próxima etapa da disputa. “Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro”, declarou.
A decisão de neutralidade marca uma postura de distanciamento em relação aos candidatos remanescentes. Renan reforçou a liberdade individual dos integrantes do movimento, sem impor uma orientação partidária. A declaração também trouxe uma avaliação sobre o favoritismo de Flávio Bolsonaro na disputa.
Críticas e elogios a Flávio
No discurso após a apuração, Renan afirmou que Flávio Bolsonaro teve desempenho superior ao do próprio pai, “sendo um nada em termos de carisma e inteligência”, e disse que o PL vai construir uma base “colossal” no país. A fala mistura críticas pessoais com reconhecimento do capital político do candidato.
O candidato também declarou que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro” e afirmou que integrantes do MBL que quiserem deixar o grupo para apoiar Bolsonaro não enfrentarão oposição do movimento. “Quem está no nosso grupo e quiser sair, poderá sair e virar bolsonarista. Vou repetir, não existe direita (no Brasil) para além de Bolsonaro.”
As declarações indicam uma leitura de que o bolsonarismo se consolidou como força dominante no campo conservador. Renan Santos, mesmo sem apoiar formalmente, reconhece a hegemonia do grupo político liderado pela família Bolsonaro. A liberação dos militantes reforça a ideia de que não haverá retaliação a quem optar por apoiar o candidato do PL.
Com o segundo turno se aproximando, a postura de Renan Santos e do Missão pode influenciar parte do eleitorado que se identifica com pautas de direita, mas não se alinha automaticamente ao bolsonarismo. O desfecho da eleição presidencial segue como principal tema do noticiário político nacional.























