Santa Casa de Ponta Grossa realiza primeiras cirurgias cardíacas robóticas
Procedimentos realizados em pacientes de 80 e 15 anos marcam novo avanço tecnológico da Instituição e ampliam as possibilidades de tratamento de alta complexidade nos Campos Gerais.

Nesta quarta-feira (21) a Santa Casa de Ponta Grossa realizou as primeiras cirurgias cardíacas robóticas. Os procedimentos representam um novo marco para a Instituição, ampliando as possibilidades de tratamento especializado para a população dos Campos Gerais.
As duas cirurgias foram realizadas no mesmo dia, em pacientes de gerações distintas: um homem de 80 e uma adolescente de 15 anos. O paciente de 80 anos foi submetido à revascularização do miocárdio, procedimento popularmente conhecido como ponte de safena, utilizado para restabelecer o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco.
Já a paciente de 15 anos apresentava comunicação interatrial (CIA), uma alteração congênita caracterizada por uma abertura entre os átrios, as duas cavidades superiores do coração. O procedimento teve como objetivo corrigir o defeito e prevenir possíveis complicações futuras associadas à condição.
Ambas as cirurgias foram realizadas através do Robô Da Vinci X, da Stratner, pela equipe médica formada pelos profissionais Dr. Marcelo Freitas, Dr. Rodrigo Ribeiro de Souza e Dr. Arnaldo Okino.
De acordo com o cirurgião cardíaco Dr. Marcelo Freitas, a utilização da tecnologia robótica em procedimentos cardíacos amplia os recursos técnicos disponíveis para a equipe médica, com movimentos precisos e maior controle durante a operação.
“A cirurgia cardíaca robótica exige planejamento, capacitação e uma avaliação criteriosa de cada paciente. Realizar esses dois procedimentos no mesmo dia, em pacientes de 80 e 15 anos, evidencia a diversidade dos casos que podem ser avaliados e tratados com o suporte dessa tecnologia, sempre respeitando as particularidades e as necessidades de cada paciente”, explica o médico.
Tecnologia aliada à qualidade assistencial
Para o diretor técnico da Santa Casa, Rogério Clemente, a realização dos procedimentos representa um avanço na capacidade assistencial da Instituição e na oferta de tratamentos especializados.
“A realização das primeiras cirurgias cardíacas robóticas demonstra a evolução da nossa estrutura e a qualificação das equipes que atuam na Santa Casa. A incorporação de tecnologias avançadas, aliada à capacitação profissional, permite ampliar as possibilidades de tratamento e fortalecer a qualidade da assistência oferecida aos nossos pacientes”, destaca Clemente.
O provedor da Santa Casa, Juarez Antônio Carvalho, ressalta que o avanço beneficia não apenas Ponta Grossa, mas também os municípios que têm a Santa Casa como referência em atendimento em doenças graves.
“Cada avanço tecnológico conquistado pela Santa Casa representa novas possibilidades de cuidado para a população. Realizar cirurgias cardíacas robóticas é um passo importante para fortalecer a assistência especializada nos Campos Gerais”, afirma.
Experiência consolidada em cirurgia robótica
A Instituição já realizou procedimentos como nefrectomias parciais e totais, reimplante ureterointestinal, hepatectomia, linfadenectomia, enterectomia, hemicolectomia, histerectomia, herniorrafia, cirurgias para tratamento de endometriose, gastrectomia, pancreatectomia e gastroplastia.
A diversidade de procedimentos demonstra a expansão da cirurgia robótica não Hospital e o investimento em recursos que contribuem para o aprimoramento da assistência em diferentes áreas da medicina.
Com a realização das primeiras cirurgias cardíacas robóticas, a Santa Casa avança em sua trajetória de inovação, fortalecendo sua estrutura de alta complexidade e seu compromisso com a oferta de atendimento especializado à população de Ponta Grossa e dos demais municípios dos Campos Gerais.
Parceria de sucesso
As cirurgias de hoje são mais uma ação do HMRI (Health and Medical Robotic Institute), com o Hospital Santa Casa de Ponta Grossa. O HMRI, instituto fundado no Brasil e comprometido com o mundo, que junto a UniCaron/Scolla se dedicam à difusão da cirurgia minimamente invasiva e robótica por meio do tripé ensino que multiplica, tecnologia que alcança e saúde que desenvolve. Há cinco anos formando multiplicadores, o Instituto, por meio de suas parcerias acadêmicas com a Unicaron e com a Scolla Centro de Treinamento Cirúrgico, realiza a capacitação de equipes de referência em cirurgia cardíaca robótica e oferece suporte completo à implantação de novas unidades de alta complexidade em cirurgia robótica no país.
Pelo Instituto, os trabalhos da equipe de cirurgia cardíaca robótica na Santa Casa de Ponta Grossa foram conduzidos pelo Dr. Rodrigo Ribeiro, cofundador do HMRI. O Instituto oferece capacitação teórica, treinamento em simuladores, proctoria cirúrgica e acompanhamento para estruturação de programas robóticos sustentáveis, com foco em segurança do paciente e democratização do acesso à alta tecnologia.
“Capacitar uma nova equipe de cirurgia cardíaca robótica nos Campos Gerais é exatamente a missão do HMRI: levar tecnologia de ponta para onde o paciente está. Quando capacitamos uma equipe local de referência como a da Santa Casa de Ponta Grossa, garantimos que um paciente de 80 anos ou uma jovem de 15 anos possam ter acesso à cirurgia robótica cardíaca sem precisar se deslocar para grandes centros. É menos dor, menos tempo de UTI, recuperação mais rápida e retorno ao lar com saúde. É tecnologia a serviço de quem mais precisa, formando multiplicadores em todo o país”, afirma o Dr. Rodrigo Ribeiro, cofundador do HMRI – Health and Medical Robotic Institute.
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