Santa Casa detalha R$ 4,4 milhões em emendas e alerta para superlotação em PG
Recursos apresentados na Câmara serão aplicados na compra de tomógrafo, aparelhos de raio-X, ultrassons, camas hospitalares e outros equipamentos

A Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa apresentou, nesta quarta-feira (19), uma prestação de contas sobre aproximadamente R$ 4,49 milhões em emendas impositivas destinadas por vereadores ao hospital. Durante participação na Tribuna Livre da Câmara Municipal, o provedor da instituição, Juarez Antônio Carvalho, também alertou para a superlotação da urgência e emergência.
Segundo Juarez, os recursos indicados pelos parlamentares estão sendo utilizados na aquisição de equipamentos para diferentes setores da Santa Casa, incluindo um novo tomógrafo para o centro oncológico, aparelhos de raio-X, ultrassons portáteis, ventiladores pulmonares, camas hospitalares, monitores multiparamétricos e carros-maca hidráulicos.
“Hoje é um motivo diferente. É um agradecimento e uma prestação de contas para todos aqueles vereadores que indicaram emendas impositivas”, afirmou o provedor.
Novo tomógrafo para oncologia
Um dos principais investimentos apresentados é a compra de um tomógrafo avaliado em R$ 2,59 milhões, que será utilizado no novo centro oncológico da Santa Casa. Parte do valor foi formada por emendas dos vereadores Dr. Erick, Dr. Zeca, Maurício Silva, Paulo Balansin e Professor Careca.
As emendas anunciadas durante a sessão foram:
- Divo: R$ 50 mil;
- Dr. Erick: R$ 918 mil;
- Dr. Zeca: R$ 100 mil;
- Florenal: R$ 50 mil;
- Geraldo Stocco: R$ 100 mil;
- Jairton da Farmácia: aproximadamente R$ 700 mil;
- Josi Canto: R$ 500 mil;
- Júlio Küller: R$ 150 mil;
- Léo Farmacêutico: R$ 300 mil;
- Maurício Silva: R$ 500.826;
- Pastor Ezequiel: R$ 80 mil;
- Paulo Balansin: R$ 520 mil;
- Professor Careca: R$ 500 mil;
- Ricardo Zampieri: R$ 20 mil.
Além do tomógrafo, os valores permitirão a compra de equipamentos voltados aos setores adulto, neonatal, cirúrgico e de emergência. Também estão previstas aquisições para a cozinha hospitalar.
Emergência acima da capacidade
Durante a prestação de contas, Juarez chamou a atenção para a situação enfrentada diariamente pela unidade de urgência e emergência. Conforme o provedor, o espaço tem capacidade física para receber 11 pacientes, mas estava atendendo 20 pessoas no momento da sessão.
“Já tivemos 41. O hospital não tem como fazer cama beliche. Chegamos ao ponto de deixar três ambulâncias esperando porque, dentro da ambulância, o paciente estava em melhores condições”, relatou.
Juarez destacou que a Santa Casa pretende ampliar os serviços e antecipou a preparação de um novo projeto na área de ortopedia. A iniciativa deve atender pacientes que aguardam há cinco ou até sete anos por cirurgias de joelho. O hospital também deve apresentar novidades no atendimento oncológico nas próximas semanas.
Vereadores discutem falta de leitos
A vereadora Enfermeira Marisleide confirmou que esteve na Santa Casa após questionar a permanência de ambulâncias em frente ao hospital. Segundo ela, a visita mostrou que a demora não ocorria por falta de esforço das equipes, mas pela ausência de espaço para receber novos pacientes.
“A Santa Casa estava com pacientes pelos corredores, nas macas, por não ter vagas, e ainda havia três ambulâncias tentando colocar mais três pacientes lá. Eu vi realmente o esforço da equipe, que estava sobrecarregada”, declarou.
A parlamentar defendeu que Ponta Grossa discuta alternativas como a ampliação dos hospitais filantrópicos e a retomada de uma estrutura hospitalar municipal. Ela também apontou a necessidade de fiscalização dos leitos especializados disponibilizados pelo Estado.
Outros vereadores destacaram o papel regional desempenhado pela Santa Casa e cobraram uma participação maior do Governo do Paraná na abertura de leitos e na organização da regulação hospitalar. A instituição atende pacientes de Ponta Grossa e de outros municípios dos Campos Gerais.
























