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Sarna em cachorro: tipos, sintomas e como tratar

A sarna em cachorro é uma doença de pele causada por ácaros que provoca coceira intensa, queda de pelos e lesões. Existem três tipos principais: sarcóptica, demodécica e otodécica. O tratamento deve ser prescrito por médico-veterinário.

Sarna em cachorro: tipos, sintomas e como tratar
Crédito: blog.cobasi.com.br
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A sarna em cachorro é uma doença de pele causada por diferentes ácaros que podem provocar coceira intensa, queda de pelos, vermelhidão, crostas e feridas cutâneas. Dependendo do tipo envolvido, a condição pode ser altamente contagiosa, tanto entre animais quanto entre humanos. Por isso, é fundamental que tutores fiquem atentos aos primeiros sinais e busquem orientação veterinária.

Conheça os três tipos de sarna

Existem três tipos principais de sarna em cachorro: sarcóptica, demodécica e otodécica. Cada uma delas é causada por um tipo de ácaro específico, com características distintas. De acordo com o Manual de Veterinária MSD, a sarna em cães é uma dermatopatia causada por ácaros: ectoparasitas microscópicos, parentes das aranhas e dos carrapatos.

Alguns ácaros, classificados como escavadores, formam pequenas galerias na barreira cutânea dos animais, provocando irritação e reações alérgicas por onde passam. Outros, chamados de ácaros não escavadores, vivem na superfície da pele e se alimentam de restos de tecido e sangue, causando inflamação intensa. Como resultado da irritação e da resposta inflamatória, os pets afetados costumam apresentar prurido, queda de pelo e descamação, além de outras alterações na região.

Vídeo: YouTube | Fonte: blog.cobasi.com.br

Sarna sarcóptica: a mais contagiosa

A sarna sarcóptica, conhecida como escabiose ou sarna vermelha, é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade canis. Um dos tipos mais comuns entre os pets, tende a ser agressiva e altamente contagiosa, podendo ser transmitida para outros cães e até para humanos de maneira transitória. “Nós temos a sarna demodécica, a sarna sarcóptica e a sarna otodécica. E, desses três tipos, a sarna sarcóptica é transmissível para os humanos”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, entrevistado pelo Portal Cães e Gatos.

Em cachorros, os sintomas da sarna sarcóptica geralmente envolvem prurido intenso, crostas hemorrágicas, perda de pelo e aparecimento de lesões na pele. Segundo um boletim técnico da Zoetis, os ácaros Sarcoptes scabiei preferem áreas de pelagem espessa. Por isso, os sinais clínicos costumam se concentrar em regiões como: orelhas, cotovelos, jarretes e abdômen. A transmissão entre cães normalmente ocorre pelo contato direto com animais infectados, mas objetos e acessórios também podem hospedar os parasitas.

Sarna demodécica: a ‘sarna negra’

A sarna demodécica, chamada de demodicose ou sarna negra em cachorro, é causada pelo ácaro Demodex canis, agente encontrado naturalmente na pele dos cães. Diferente da sarcóptica, não é considerada contagiosa entre animais ou para humanos, pois o ácaro faz parte da microbiota cutânea. A doença geralmente se desenvolve quando há queda de imunidade, predisposição genética ou estresse.

Os sintomas incluem perda de pelo em áreas localizadas ou generalizadas, pele avermelhada, escurecida e com crostas. Em casos graves, pode haver infecções secundárias. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por veterinário.

Sarna otodécica: foco nas orelhas

A sarna otodécica é causada pelo ácaro Otodectes cynotis, que se instala no conduto auditivo dos cães. Os principais sinais são coceira intensa nas orelhas, sacudidas de cabeça, secreção escura e mau odor. Embora não seja zoonose, é altamente contagiosa entre cães e gatos. O tratamento envolve limpeza auricular e uso de antiparasitários específicos.

Diagnóstico e tratamento

Saber identificar os sintomas da sarna canina precocemente é essencial para garantir um tratamento eficaz e evitar reinfecções. O diagnóstico é feito por médico-veterinário, geralmente por meio de raspado de pele e exame microscópico. O tratamento para a infestação de ácaros normalmente é feito com antiparasitários tópicos ou orais. A prescrição é individual e deve ser feita por um médico-veterinário.

Além da medicação, é importante higienizar o ambiente e os objetos do animal para eliminar possíveis ácaros. Em casos de sarna sarcóptica, todos os animais da casa devem ser tratados, mesmo sem sintomas aparentes. O acompanhamento veterinário é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e evitar recidivas.

Prevenção e cuidados

A doença pode afetar cachorros de todas as idades, mas estudos indicam que filhotes e cães com baixa imunidade têm maior predisposição (ALVES; FREITAS, 2021). Manter a imunidade do pet em dia, com alimentação balanceada e vacinação, ajuda a prevenir. Evitar contato com animais desconhecidos ou doentes também reduz o risco de transmissão.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, em pessoas, as lesões causadas pela sarna sarcóptica canina costumam ser transitórias e desaparecem sozinhas. Já entre os cachorros, o quadro pode evoluir para alterações mais graves, com risco de morte em casos extremos, o que exige avaliação veterinária imediata. Portanto, ao notar qualquer sinal de coceira intensa ou lesões na pele do seu cão, procure um profissional.

Para mais informações sobre saúde animal e outras notícias da região, continue navegando pelo Portal Boca no Trombone.

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