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Reprodução

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa, Luís Eduardo Pleis, anunciou que a categoria aprovou, em assembleia, a deflagração de greve geral a partir da próxima segunda-feira, 4 de maio. A paralisação ocorre após impasse nas negociações com o governo municipal sobre a campanha salarial de 2026.

De acordo com Reis, a decisão foi tomada depois de meses de tentativas de diálogo sem acordo entre as partes. “É importante ressaltar para a população que uma greve só acontece em decorrência da falta de comum acordo entre sindicato e governo”, afirmou.

Segundo o sindicato, a campanha salarial teve início em fevereiro, com reivindicações que incluíam reajuste de 15% no salário base e aumento de cerca de 50% no vale-alimentação. A justificativa apresentada pelos trabalhadores é a defasagem acumulada nos últimos anos, sem reposição sequer da inflação.

A Prefeitura, por sua vez, apresentou uma contraproposta com reajuste de 5% no salário e aumento de R$ 50 no vale-alimentação, passando de R$ 600 para R$ 650. A proposta foi rejeitada pelos servidores.

Diante disso, o sindicato formulou uma nova proposta, reduzindo o pedido para 8% de reajuste salarial e vale-alimentação de R$ 800, considerando as alegações de dificuldades financeiras do município. Ainda assim, o Executivo manteve os mesmos valores da proposta anterior, o que levou à rejeição em assembleia e à decisão pela greve.

Possível impacto nos serviços

Com a paralisação, há possibilidade de interrupção total ou parcial de diversos serviços públicos. Entre os setores que podem ser afetados estão:

Escolas municipais
Unidades de saúde
Programas sociais, como Feira Verde
Serviços de obras e manutenção urbana

O sindicato informou que já comunicou oficialmente o município sobre a greve e solicitou a abertura de negociação para definição dos percentuais mínimos de funcionamento nos serviços essenciais, conforme determina a legislação.

Apesar da deflagração da greve, o presidente destacou que ainda há abertura para diálogo. “Solicitamos que o município abra uma mesa de negociação para que possamos avançar e minimizar os impactos à população”, afirmou.

A paralisação, caso mantida, deve atingir servidores de diferentes áreas da administração municipal, caracterizando uma greve geral no serviço público de Ponta Grossa.

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