Trump diz que EUA querem controlar o Estreito de Ormuz e tensão pressiona petróleo
Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Trump afirmar que os EUA querem controlar a rota estratégica; tensão pressiona o preço do petróleo

A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar nesta segunda-feira (13), após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que pretende assumir o controle do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás natural no mundo.
Durante entrevista à emissora Fox News, Trump declarou que os Estados Unidos poderiam administrar a passagem estratégica e até cobrar pela operação, justificando que o país seria responsável por garantir a segurança da navegação na região.
Segundo o presidente, Washington atuaria como “guardião” do estreito, embora não tenha apresentado detalhes sobre como a proposta seria colocada em prática.
Conflito eleva risco do comércio mundial
As declarações ocorrem em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Após um período de trégua, os dois países voltaram a trocar ataques militares, aumentando a instabilidade no Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Antes da escalada do conflito, aproximadamente 20% do petróleo comercializado mundialmente passava diariamente pela região.
Nos últimos dias, o tráfego marítimo diminuiu significativamente. Dados de empresas especializadas apontam que apenas 14 embarcações cruzaram a rota no domingo (12), o menor volume desde o cessar-fogo firmado em junho.
O Irã já havia sinalizado anteriormente que poderia restringir ou dificultar a navegação caso seu território fosse alvo de novos ataques, utilizando o estreito como instrumento de pressão diplomática e econômica.
Petróleo muda de preço
A nova escalada militar também repercutiu no mercado internacional. Os contratos futuros do petróleo Brent registraram alta próxima de 5%, aproximando-se da marca de US$ 80 por barril.
Analistas avaliam que qualquer interrupção prolongada na navegação pelo Estreito de Ormuz pode afetar o abastecimento global de petróleo, pressionando os preços dos combustíveis e aumentando a inflação em diversos países.
Apesar do discurso de Trump, especialistas apontam que os Estados Unidos não mantêm atualmente uma presença militar suficiente para garantir sozinhos o controle permanente da rota marítima.
Enquanto isso, Omã segue atuando como mediador entre Washington e Teerã na tentativa de reduzir as tensões e preservar a navegação comercial na região.






















