TSE: voto é livre e ameaças serão reprimidas
Em pronunciamento nacional, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que ameaças e interferências na vontade do eleitor serão reprimidas no primeiro turno, neste domingo (4). Ele também reforçou a segurança da urna eletrônica e orientou os eleitores sobre documentos e procedimentos.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3), em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, que ameaças, assédio ou tentativas de interferência na vontade do eleitor serão reprimidas durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4).
No pronunciamento, Nunes Marques afirmou que o dia da eleição é o “dia da liberdade do voto” e fez um apelo a candidatos e apoiadores para que respeitem a decisão dos eleitores. A declaração ocorre na véspera da votação, quando aumenta a circulação de informações e a movimentação de campanhas.
Liberdade do voto é prioridade
O ministro também pediu atenção às informações compartilhadas às vésperas da votação. Segundo ele, em caso de dúvida, o eleitor deve recorrer aos canais oficiais da Justiça Eleitoral e verificar informações antes de compartilhá-las.
O presidente do TSE afirmou ainda que o voto é um direito fundamental e o “principal instrumento de participação na vida pública”. Segundo Nunes Marques, a decisão “pertence exclusivamente a quem vota”. A fala reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a integridade do processo.
Urna eletrônica tem 30 anos
No pronunciamento, Nunes Marques afirmou que a urna eletrônica integra há 30 anos a experiência eleitoral brasileira e disse que o sistema reúne mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade. A declaração busca transmitir confiança no equipamento usado em todo o país.
Uma das medidas anunciadas para esta eleição é o convite aos dois últimos eleitores aptos a votar em cada seção para acompanhar o encerramento da votação. Eles receberão um boletim de urna com os votos registrados naquela seção. O documento terá um QR Code que permite conferir o resultado pelo aplicativo BU na Mão, segundo o discurso.
Inclusão e acessibilidade no pleito
O ministro também destacou o Programa Seu Voto Importa, criado para buscar em casa pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e integrantes cadastrados de comunidades remotas, entre elas povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. A iniciativa visa ampliar o acesso ao voto.
Nunes Marques recomendou que os eleitores anotem em uma folha de papel os nomes e números de seus candidatos antes de comparecer à seção eleitoral. Segundo ele, a medida ajuda a assegurar o voto desejado e a reduzir o tempo de votação. O presidente do TSE lembrou ainda que aparelhos eletrônicos, inclusive celulares, não podem ser levados para a cabine de votação.
Horário e documentos para votar
O primeiro turno será realizado neste domingo (4). A votação começa às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília, de forma simultânea em todo o país. Em razão dos diferentes fusos horários, o horário varia nos horários locais de alguns estados.
Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto. Entre os documentos aceitos estão RG, CNH, carteira de trabalho, passaporte, certificado de reservista e carteiras profissionais reconhecidas por lei. Também é possível utilizar o e-Título como documento de identificação se o aplicativo exibir a fotografia do eleitor. O título de eleitor em papel não é obrigatório.
Ordem dos votos na urna
No pronunciamento, Nunes Marques reforçou o pedido para que o eleitor compareça à seção com um documento de identificação com foto e, de preferência, com a cola eleitoral de papel já preenchida. Neste ano, cada eleitor terá seis votos para cinco cargos, já que serão escolhidos dois senadores. A ordem na urna será: deputado federal, deputado estadual, senador, senador, governador e presidente.
Ao encerrar o pronunciamento, Nunes Marques voltou a convocar os brasileiros a comparecer às urnas neste domingo. A expectativa é de que mais de 150 milhões de eleitores participem do pleito em todo o Brasil.























