Vice-prefeito de Guamiranga é indiciado após arrancar porta de hospital
Igor Pontarolo é investigado por dano qualificado, ameaça e desacato; defesa contesta acusações e afirma que episódio ocorreu durante emergência médica

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o vice-prefeito de Guamiranga, Igor Pontarolo, por dano qualificado, ameaça e desacato após uma ocorrência no hospital municipal e na Secretaria de Saúde. O caso aconteceu em 20 de outubro, quando ele levou uma paciente no colo até o pronto-atendimento.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que, até a manhã desta quarta-feira (28), ainda avaliava se apresentaria denúncia à Justiça. Pontarolo foi preso em flagrante no dia da ocorrência e recebeu liberdade provisória no dia seguinte. As imagens de segurança mostram que o vice-prefeito chegou ao hospital às 16h48 com a mulher nos braços.
Uma profissional tentou abrir a porta com trava eletrônica, mas não conseguiu na primeira tentativa. Nesse momento, ele começou a chutar a estrutura. A porta foi aberta cerca de 18 segundos após a chegada, permitindo a entrada da paciente e dos acompanhantes. Aproximadamente dois minutos depois, Pontarolo retornou ao corredor, arrancou a porta com as mãos e a jogou no chão.
Conforme o boletim de ocorrência, ele também foi até a Secretaria de Saúde, anexa ao hospital, onde teria danificado a estrutura de uma sala enquanto procurava pelo secretário da pasta. O indiciamento inclui suspeitas de ameaça ao secretário e desacato a servidores do pronto-atendimento.
Um amigo do vice-prefeito relatou em depoimento que a paciente passou mal durante um velório. Segundo ele, a mulher estava convulsionando quando chegou à unidade. A defesa, representada pelo advogado Renato Rafael Griczynski, sustenta que o episódio ocorreu em uma situação de emergência e deve ser analisado sob a perspectiva do estado de necessidade. Também contesta as acusações de ameaça e desacato e discorda do indiciamento por dano.
A Prefeitura de Guamiranga informou que Pontarolo pagou os R$ 1.550 referentes ao conserto da porta. Segundo o município, não houve dano na Secretaria de Saúde que exigisse ressarcimento. A administração também anunciou a apuração dos fatos por meio de sindicância.
O indiciamento é uma conclusão da investigação policial e não representa condenação.
























