Xi diz que China mantém portas abertas aos EUA
O presidente chinês Xi Jinping afirmou nesta quinta-feira (24/9) que a China mantém as portas abertas às empresas dos EUA, pedindo reciprocidade. A declaração ocorreu durante reunião bilateral com Donald Trump na Casa Branca, na qual também foi anunciada a extensão da trégua comercial até janeiro de 2027.

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quinta-feira (24/9) que a China “mantém as portas abertas” às empresas dos Estados Unidos, pedindo reciprocidade. A declaração foi dada durante reunião bilateral com o presidente norte-americano Donald Trump na Casa Branca, em Washington.
O encontro ocorreu em um momento de distensão entre as duas maiores economias do mundo, marcado pela extensão da trégua comercial. Xi e Trump trocaram elogios e focaram em enaltecer a relação entre os países, sinalizando um tom mais ameno nas negociações.
Trégua comercial é estendida até 2027
No mesmo dia, China e Estados Unidos concordaram em estender a trégua comercial, que terminaria em novembro, até 10 de janeiro de 2027. A informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, nesta quinta-feira.
O acordo evita a retomada imediata de tarifas punitivas e dá fôlego para novas rodadas de negociação. A prorrogação é vista como um gesto de boa vontade mútua, embora os detalhes sobre eventuais concessões não tenham sido divulgados.
Com a extensão, empresas dos dois países ganham previsibilidade para planejar investimentos e cadeias de suprimentos. A medida também reduz a pressão sobre setores que dependem de insumos importados, como tecnologia e agricultura.
Competição saudável, diz Xi
Durante os discursos, Xi afirmou que a competição entre China e EUA “deve ser saudável e mantida dentro de limites”. O líder chinês usou uma metáfora esportiva para explicar sua visão: “Deve ser uma corrida para alcançar o adversário, não uma luta em que ou se ganha ou se perde”.
A fala reflete a tentativa de Pequim de enquadrar a rivalidade bilateral em termos não conflituosos. Xi também destacou a importância da cooperação em áreas de interesse comum, como comércio e tecnologia, sem mencionar diretamente disputas geopolíticas.
Trump, por sua vez, retribuiu os elogios e ressaltou o potencial de parceria entre os dois países. A fonte não detalhou o conteúdo exato das declarações do presidente americano, mas o clima descrito foi de cordialidade.
Inteligência artificial em destaque
Ambos os presidentes também falaram sobre inteligência artificial (IA), destacando a importância dos dois maiores polos do setor atualmente. Xi enfatizou a responsabilidade compartilhada no desenvolvimento da tecnologia.
“Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e gerir a IA para o bem e garantir que o desenvolvimento da IA permaneça sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas”, disse o presidente chinês.
A declaração sinaliza uma possível agenda comum em governança de IA, embora não tenham sido anunciados acordos concretos. Especialistas veem espaço para cooperação em padrões técnicos e segurança cibernética.
Agenda geopolítica na pauta
Durante a reunião bilateral, Xi e Trump devem tratar de temas geopolíticos, como a questão de Taiwan e as guerras no Irã e na Ucrânia. A relação comercial entre EUA e China e os avanços tecnológicos, incluindo a IA, também estavam na agenda.
Não há informações sobre os resultados dessas discussões específicas. A fonte não detalhou se houve avanços ou impasses nesses pontos, mas a inclusão dos temas indica a amplitude do diálogo.
Para o leitor brasileiro, o encontro tem reflexos indiretos: a estabilidade entre as duas potências influencia preços de commodities, câmbio e fluxos de investimento globais. O Paraná, grande exportador de soja e carnes, pode sentir impactos positivos se a trégua comercial se mantiver.
O que esperar agora
A reunião desta quinta-feira marca um capítulo de aproximação, mas os desafios estruturais permanecem. A extensão da trégua até 2027 dá tempo para negociações mais profundas, porém não elimina divergências em segurança nacional e direitos humanos.
O tom conciliatório de Xi e Trump pode abrir espaço para acordos setoriais, especialmente em tecnologia e clima. No entanto, a retórica de “competição saudável” ainda precisa se traduzir em medidas concretas para reduzir tensões.
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