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Alexandre de Moraes vota para tornar Silas Malafaia réu no STF por ataques a generais do Exército

Ministro Alexandre de Moraes vota para tornar Silas Malafaia réu no STF após declarações contra generais do Alto Comando do Exército.

Alexandre de Moraes vota para tornar Silas Malafaia réu no STF por ataques a generais do Exército
Imagem: Reprodução redes sociais
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou nesta sexta-feira (6) para tornar Silas Malafaia réu no STF pelos crimes de calúnia e injúria contra generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército Brasileiro.

O caso começou a ser analisado pela Primeira Turma do STF em sessão virtual. Até o momento, apenas o voto do relator foi apresentado. Os demais ministros do colegiado — Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia — têm prazo até as 23h59 do dia 13 de março para registrar seus votos.

Caso a maioria acompanhe Moraes, o líder religioso passará à condição de réu e o processo avançará para a fase de instrução, quando são analisadas provas e depoimentos.

Declarações ocorreram em manifestação na Avenida Paulista

A denúncia contra o pastor foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após um discurso feito por Malafaia durante uma manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em 6 de abril de 2024.

Na ocasião, o líder religioso criticou publicamente integrantes do Alto Comando do Exército após a prisão do general Walter Braga Netto, investigado no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após as eleições. Durante o discurso, Malafaia afirmou:

“Cadê esses generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes.”

Em seguida, o pastor também declarou:

“Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem.”

O vídeo da fala foi publicado posteriormente nas redes sociais do líder evangélico e, segundo a Procuradoria-Geral da República, ultrapassou 300 mil visualizações.

Na legenda da publicação, Malafaia escreveu que as críticas eram direcionadas aos “generais covardes do alto comando”, e não ao Exército como instituição.

PGR aponta calúnia e injúria nas declarações

Na denúncia, a PGR sustenta que o uso do termo “covardes” pode configurar calúnia, já que a covardia é considerada crime no Código Penal Militar.

Além disso, o órgão também aponta a prática de injúria, afirmando que as declarações tiveram caráter ofensivo contra os militares.

A Procuradoria ainda solicita que os crimes sejam considerados qualificados, o que pode aumentar a pena. Entre os agravantes citados estão: ofensa contra agentes públicos no exercício da função; declarações feitas diante de várias pessoas; e críticas direcionadas a autoridades com mais de 60 anos

Defesa questiona competência do STF

A defesa de Malafaia argumenta que o processo não deveria tramitar no Supremo Tribunal Federal, já que o pastor não possui foro privilegiado.

Os advogados também sustentam que as declarações não provocaram dano direto, o que, segundo eles, afastaria a necessidade de abertura de ação penal.

Ao analisar o caso, Moraes afirmou que os fatos têm relação direta com investigações do chamado Inquérito das Fake News, aberto em 2019 para apurar ataques e campanhas de desinformação contra ministros do STF e outras autoridades.

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Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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