Aline Sleutjes defende o protagonismo do agro na política dos Campos Gerais
Durante evento festivo em Ponta Grossa, a política reforçou suas raízes no setor rural e fez um apelo para que as mulheres apoiem candidaturas femininas

Em entrevista concedida ao portal BnT, durante as celebrações do desfile de aniversário de 203 anos de Ponta Grossa, Aline Sleutjes destacou suas principais bandeiras políticas, com foco no agronegócio, no cooperativismo e no fortalecimento da presença da mulher na política paranaense e nacional.
A força do agronegócio e o cooperativismo
Questionada sobre sua longa parceria com o setor agrícola, Sleutjes não hesitou em reforçar suas raízes. “O agro é a minha essência. Sou filha de produtor rural, sou de Castro, a Capital Nacional do Leite”, afirmou. Ela relembrou sua atuação em Brasília, destacando um marco histórico: “Fizemos um trabalho muito forte quando fui presidente da Comissão da Agricultura, sendo a primeira mulher na história do Brasil a presidir a comissão”.
Aline também ressaltou seu trabalho contínuo em prol das cooperativas e do setor leiteiro, citando um projeto de lei já aprovado na Câmara e que aguarda votação no Senado. Ao falar sobre alianças políticas atuais, ela elogiou a parceria com Júlio Küller e com a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt.
Segundo ela, a região dos Campos Gerais carece de maior representatividade política, tanto em nível estadual quanto federal. “Os Campos Gerais são merecedores de mais voz, de mais força política. Por isso coloquei meu nome à disposição”, declarou. Sleutjes fez questão de frisar a força do setor no estado: “Só de cooperados no Paraná, são quase 3 milhões… 2 milhões e 260 mil cooperados, e vocês vão ter voz novamente”.
O papel da mulher na política: “Não somos cota”
Em um dos momentos mais fortes da entrevista, Aline foi convidada a deixar uma mensagem para as mulheres de Ponta Grossa. Ela abordou a disparidade de gênero na política, apontando que, embora as mulheres representem 53% da população brasileira, ocupam apenas cerca de 15% dos espaços de poder.
Sleutjes rejeitou o rótulo de cotas e chamou a responsabilidade para o próprio eleitorado feminino. “Nós não somos favoráveis e muito menos somos cota. Nós temos o nosso espaço […] De quem é a culpa [da baixa representatividade]? É nossa. Se nós votarmos em mulheres, nós teremos uma boa representação”, argumentou.
A política, que caminha para a sua nona eleição, reafirmou seu compromisso em representar as diversas facetas da mulher brasileira: a dona de casa, a empreendedora, a mulher do agro e as mães que lutam sozinhas para criar seus filhos. Sem temer desafios, ela concluiu com uma mensagem de empoderamento e defesa dos valores familiares: “A pauta da mulher é importante porque ela defende a essência da sociedade brasileira, a família. Mulheres fortes, família forte, sociedade forte”.
Comentários
Nenhum comentário aindaCarregando comentários…
























