A ampliação do Parque Guartelá marca um dos maiores investimentos ambientais já anunciados para os Campos Gerais. O acordo firmado entre o Governo do Estado, o Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Klabin prevê um aporte total de R$ 233 milhões, contemplando ações ambientais em Tibagi e medidas sociais em Telêmaco Borba.
O principal eixo do acordo é a expansão do parque, que passará dos atuais 799 hectares para cerca de 9 mil hectares. Com isso, o Guartelá — que abriga um dos maiores cânions do mundo — se consolidará como uma das maiores unidades de conservação do Paraná. A iniciativa prevê aproximadamente R$ 194 milhões para aquisição de áreas estratégicas, garantindo preservação ambiental para as próximas gerações.
Além da proteção territorial, a ampliação do Parque Guartelá também inclui estudos aprofundados de flora e fauna nas áreas incorporadas. Os levantamentos técnicos serão coordenados pelo Instituto Água e Terra (IAT), permitindo planejamento estruturado de recuperação ambiental e manejo sustentável.
Outro ponto relevante é a criação de uma área específica para conservação do veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), espécie símbolo dos campos naturais da região. O projeto contará com R$ 41 milhões oriundos de acordo anterior com a Petrobras.
IMPACTO REGIONAL
A ampliação do Parque Guartelá também deve impulsionar o turismo sustentável em Tibagi. O município já é conhecido pelo ecoturismo e atividades de aventura, e a expansão da área protegida tende a fortalecer o setor, gerando oportunidades econômicas e ampliando a visibilidade dos Campos Gerais no cenário nacional.
Em Telêmaco Borba, o acordo prevê arborização urbana, monitoramento contínuo da qualidade do ar e a instalação de uma nova estação integrada ao sistema estadual. Também será construída uma Clínica de Hemodiálise, que passará à gestão do Governo do Estado após a conclusão da obra, ampliando o atendimento regional de saúde.
Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o acordo consolida o Paraná como referência nacional em sustentabilidade. Já o promotor Fábio Grade destacou que o processo envolveu dois anos e meio de negociações técnicas até a consolidação das sete medidas previstas.
O acordo ainda depende de homologação pelos conselhos superiores do MPPR e da Procuradoria-Geral do Estado.
Com a ampliação do Parque Guartelá, os Campos Gerais avançam na integração entre preservação ambiental, políticas públicas e desenvolvimento regional sustentável.
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