O aumento da conta de luz no Paraná pode chegar a cerca de 19% em 2026, conforme proposta em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela Revisão Tarifária Periódica (RTP) da Copel. Caso confirmado, o novo índice passa a valer a partir de 24 de junho.
A possibilidade de reajuste gera preocupação entre consumidores de cidades como Ponta Grossa e toda a região dos Campos Gerais, onde os custos com energia já pesam no orçamento familiar.
Antes da definição final, a Aneel abriu consulta pública para discutir o aumento da conta de luz no Paraná. A população pode enviar contribuições online até o dia 22 de maio, além de participar de uma audiência pública presencial marcada para 29 de abril, em Curitiba.
Copel se posiciona sobre o reajuste
O Portal Boca Trombone procurou a Copel que esclareceu que o percentual de reajuste não é definido pela empresa, mas sim pela Aneel. Segundo a companhia, o índice atualmente em análise é de 19,2%, ainda sujeito à homologação.
A empresa informou ainda que o impacto poderia ser maior, chegando a cerca de 26%, mas que solicitou à agência reguladora a aplicação do diferimento máximo permitido para suavizar o aumento ao consumidor.
Mesmo com o reajuste, a Copel afirma que a tarifa no Paraná deve permanecer entre as mais baixas do país, com valor estimado em torno de R$ 0,76 para clientes residenciais.
Entenda o que compõe a conta de luz
Um dos pontos destacados pela Copel é que apenas uma pequena parte da conta de energia fica com a distribuidora. De cada R$ 10 pagos pelo consumidor, cerca de R$ 2 correspondem à empresa, utilizados para manutenção, operação e expansão da rede elétrica.
Os outros 80% são destinados a custos do sistema elétrico nacional, como compra e transmissão de energia, além de encargos e subsídios definidos pelo governo federal.
Entre esses encargos, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é apontada como um dos principais fatores de pressão sobre as tarifas.
Além disso, a Copel disse que mesmo com o reajuste, os paranaenses pagarão uma das tarifas mais baixas do país
Atualmente, o cliente paranaense paga a tarifa mais baixa do setor elétrico brasileiro. Mesmo com o reajuste, cujo percentual ainda será definido pela Aneel, a tarifa no Paraná permanecerá entre as três mais baixas do Brasil, em torno de R$ 0,76 para o consumidor residencial.
Crescimento da energia solar influencia custos
Outro fator relevante é o avanço da geração distribuída, principalmente da energia solar. Segundo a Copel, o número de consumidores com sistemas fotovoltaicos no Paraná cresceu quase dez vezes entre 2020 e 2025, passando de cerca de 55 mil para mais de 528 mil unidades.
Esse modelo, embora beneficie quem possui placas solares, gera custos que são compartilhados entre todos os consumidores, impactando a tarifa final.
A Copel reforçou que segue atuando junto à Aneel, dentro das regras federais, para reduzir os impactos tarifários e manter a qualidade do serviço prestado.
A Copel reforça que trabalha junto à Aneel, dentro das regras federais permitidas, para reduzir impactos tarifários, e reafirma seu compromisso com a transparência, a prestação de um serviço público essencial eficiente e a segurança energética para os consumidores paranaenses.
Decisão final ainda depende da Aneel
Após o encerramento da consulta pública, a Aneel irá analisar todas as contribuições recebidas antes de definir o índice final do reajuste. Se aprovado, o aumento da conta de luz no Paraná deve atingir milhões de consumidores já no segundo semestre de 2026.
A Copel esclarece que o reajuste da tarifa é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2026, o índice apurado pela Aneel e em análise é de 19,2%. Esse índice ainda está sujeito à homologação pela própria agência de energia.
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