Anelis Assumpção lança álbum com reggae e convidadas
Anelis Assumpção lança em novembro seu quinto álbum de estúdio, ‘Anelis e o favo favorito’. O disco chega primeiro em vinil na cor mel e, em 30 de novembro, nas plataformas digitais. A produção reúne Curumin, Ed Trombone e Saulo Duarte.

Novembro chega com o quinto álbum de estúdio de Anelis Assumpção, “Anelis e o favo favorito”. Invertendo a ordem habitual adotada pelo mercado fonográfico, o álbum é lançado primeiramente em LP – com vinil fabricado na cor mel, em afinidade com o título – e somente em 30 de novembro ficará disponível em edição digital nos aplicativos de áudio.
A cantora e compositora paulistana, filha de Itamar Assumpção, aposta em uma estratégia que valoriza o formato físico e a experiência do colecionador. O vinil colorido remete diretamente ao nome do disco, criando uma identidade visual e tátil para o projeto. A decisão de adiar o lançamento digital por algumas semanas também gera expectativa e movimenta o público fiel.
Produção coletiva e parcerias de longa data
A produção musical do álbum “Anelis e o favo favorito” foi orquestrada pela própria Anelis Assumpção em parceria com Curumin, Ed Trombone e Saulo Duarte, este também parceiro da artista na composição de várias músicas do disco.
Curumin, baterista e produtor renomado, traz sua assinatura rítmica que dialoga com o reggae e a música brasileira. Ed Trombone, multi-instrumentista, contribui com arranjos de metais e texturas sonoras. Saulo Duarte, guitarrista e compositor paraense, já colaborou com Anelis em outros projetos e agora divide a autoria de faixas inéditas.
Essa rede de colaboradores reflete a trajetória de Anelis, que sempre valorizou encontros musicais. A produção compartilhada garante diversidade de timbres e referências, sem perder a identidade da artista. O resultado, segundo a própria equipe, é um disco coeso e dançante.
Trajetória de 15 anos em cinco álbuns
“Anelis e o favo favorito” chega ao mundo 15 anos após o primeiro álbum solo da cantora, “Sou suspeita, estou sujeita, não sou santa” (2011), ao qual se seguiram “Anelis Assumpção e os amigos imaginários” (2014), “Taurina” (2018) e “Sal” (2022).
Desde a estreia, Anelis construiu uma carreira marcada pela mistura de ritmos brasileiros, dub, reggae e experimentações eletrônicas. Cada disco representou um passo em direção a uma sonoridade mais madura e pessoal. O novo trabalho, portanto, consolida uma fase de liberdade criativa e reconhecimento no cenário independente.
A cantora também se destaca por letras que abordam afetos, ancestralidade e questões sociais. Em “Taurina”, por exemplo, explorou a força feminina e a conexão com a natureza. Já em “Sal”, trouxe reflexões sobre memória e resistência. O novo álbum promete seguir essa linha, agora com o reggae como fio condutor.
Reggae como espinha dorsal do projeto
Embora a fonte não detalhe todas as faixas, o título “favo favorito” sugere uma metáfora de doçura e coletividade, como uma colmeia. O reggae, gênero que sempre esteve presente na obra de Anelis, ganha protagonismo neste disco. A escolha do vinil mel reforça essa atmosfera quente e orgânica.
A artista já flertou com o reggae em canções como “Sonhando” e “Receita Rápida”, mas agora o ritmo jamaicano estrutura o álbum inteiro. A produção de Curumin, conhecido por seu trabalho com o grupo Instituto, adiciona grooves precisos e baixos profundos. Ed Trombone, por sua vez, insere metais que remetem ao ska e ao rocksteady.
Para o público de Ponta Grossa e região, o lançamento pode despertar interesse especial: a cidade tem cena reggae ativa e festivais do gênero. Ainda que a fonte não cite apresentações locais, a sonoridade do disco tende a agradar quem acompanha o ritmo nos Campos Gerais.
Estratégia de lançamento e mercado fonográfico
A decisão de lançar primeiro o LP e depois o digital contraria a prática comum de disponibilizar o álbum nas plataformas de streaming antes do formato físico. Essa inversão tem se tornado tendência entre artistas independentes, que buscam valorizar o produto e gerar receita direta com a venda de vinis.
O disco de vinil colorido, além de ser um item de colecionador, funciona como peça de divulgação. A cor mel, associada ao título, cria um apelo visual que se destaca nas redes sociais. A estratégia também estimula o consumo imediato: quem quiser ouvir o álbum em novembro precisa adquirir o LP, pois o digital só chega no fim do mês.
Essa tática, contudo, exige logística eficiente de distribuição e comunicação clara com o público. A equipe de Anelis não divulgou detalhes sobre tiragem ou pontos de venda, mas a expectativa é de que o vinil esteja disponível em lojas especializadas e no site da artista.
O que esperar do novo trabalho
Com base na trajetória de Anelis e nos nomes envolvidos, “Anelis e o favo favorito” deve trazer letras poéticas, arranjos sofisticados e uma levada dançante. A artista costuma mesclar crítica social com celebração da vida, criando canções que funcionam tanto para ouvir em casa quanto para dançar.
O álbum também reforça a posição de Anelis como uma das vozes mais criativas da música brasileira contemporânea. Sua capacidade de transitar entre gêneros sem perder autenticidade a torna referência para novas gerações. O lançamento em vinil mel é um convite para apreciar a obra com calma, longe da efemeridade do streaming.
Para os fãs de reggae e da MPB, o disco promete ser um dos destaques do segundo semestre. Resta aguardar o dia 30 de novembro para conferir a versão digital e, quem sabe, futuras apresentações ao vivo.
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