Baratas levam Vigilância Sanitária a interditar cozinha terceirizada de escola em PG
Alimentos de outras unidades foram levados para atender as crianças. Município prevê intervenções até segunda-feira e vai apurar responsabilidades

A cozinha da Escola Municipal Prefeito Doutor Amadeu Puppi, no Parque Nossa Senhora das Graças, região da Boa Vista, em Ponta Grossa, foi interditada nesta quinta-feira (29), após a identificação de problemas sanitários. A fiscalização ocorreu em meio às apurações da CPI das Terceirizações da Câmara Municipal, que apontou a presença de baratas no espaço.
Após a interdição, alimentos preparados em outros espaços foram levados à escola para garantir o atendimento às crianças. As atividades escolares foram mantidas nesta quinta-feira. Na sexta-feira (30) e na segunda-feira (2), já não haveria aulas, conforme o calendário escolar para o período do feriado.
Ver esse post no Instagram
Em nota encaminhada ao BnT Online, a Secretaria Municipal de Educação informou que o Setor de Alimentação Escolar fiscalizou a cozinha na quarta-feira (28) e identificou inconformidades sanitárias. Segundo a pasta, a situação foi comunicada à Vigilância Sanitária, que esteve na unidade na manhã seguinte.
Prefeitura prevê melhorias e apuração
De acordo com a Secretaria, estão previstas intervenções entre sexta-feira (30) e segunda-feira (2). O objetivo é permitir uma avaliação sobre a possibilidade de utilização da cozinha a partir de terça-feira (3). A retomada do funcionamento, portanto, ainda depende da verificação das condições do espaço após as melhorias.
A Prefeitura também informou que o Setor de Alimentação Escolar irá apurar o caso e eventuais responsabilidades pelas irregularidades encontradas. “Em paralelo, o Setor de Alimentação Escolar irá apurar o caso e eventuais responsabilidades sobre as inconformidades verificadas”, comunicou a Secretaria.
Vereadora relata pedido de fiscalização
Em entrevista ao BnT Online, a presidente da CPI das Terceirizações, vereadora Enfermeira Marisleidy Rama, afirmou que encaminhou um ofício na quarta-feira solicitando a presença da Vigilância Sanitária, após presenciar as condições da cozinha.
A parlamentar também divulgou imagens da fiscalização nas redes sociais. Segundo seu relato, a direção da escola apoiou a atuação desde o início, e uma fiscal acompanhou os trabalhos. Marisleidy destacou que os serviços de limpeza e treinamento são terceirizados e avaliou que esse modelo traz dificuldades para o acompanhamento pela direção da unidade.
Caso integra investigação sobre terceirizações
A situação passa a integrar as apurações da CPI, que investiga possíveis irregularidades na execução dos contratos de alimentação, limpeza e conservação das escolas municipais de Ponta Grossa. Além das condições encontradas na cozinha, a investigação busca esclarecer como os serviços contratados são acompanhados e quais medidas são adotadas diante de falhas.
A interdição ficou restrita à cozinha. O atendimento aos estudantes nesta quinta-feira foi mantido com o fornecimento de alimentos vindos de outros espaços, enquanto o ambiente interditado aguarda as intervenções e a avaliação para eventual reabertura.
























