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Política

Ao julgar caso Bolsonaro, TSE estabelece critérios para uso de IA

Decisão do TSE sobre vídeo com IA de Jair Bolsonaro levanta debate sobre deepfakes e possíveis brechas nas regras eleitorais de 2026.

Ao julgar caso Bolsonaro, TSE estabelece critérios para uso de IA
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TSE acaba de mostrar que uma mentira criada por inteligência artificial pode não ser, necessariamente, uma irregularidade eleitoral. No caso de Flávio Bolsonaro, a Corte decidiu que o vídeo de Jair Bolsonaro usado na convenção não era propaganda eleitoral.
O problema é o critério. Para caracterizar um deepfake, não basta usar IA.

O conteúdo precisa ter elevado grau de realismo. É aí surge a brecha. Uma mentira pode ser criada por inteligência artificial e escapar da regra contra deepfakes.Em 2026, a pergunta pode deixar de ser: “Isso é falso?” E passar a ser: “Isso se encaixa na definição técnica do TSE?” Se a resposta for não, a mentira pode continuar circulando.

E o TSE terá criado a brecha que os marqueteiros da inteligência artificial estavam esperando.

 

Leia também:  Pesquisas vão medir os efeitos da propaganda eleitoral, por Gleidson Carlos

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Gleidson Carlos
Autoria
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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