Apagão de mão de obra em Ponta Grossa: presidente do Sindimetais detalha desafios e projeções para 2026

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O apagão de mão de obra em Ponta Grossa tem imposto desafios ao setor metalúrgico e motivado debates entre indústria, instituições de ensino e poder público. Em entrevista ao BNT News, o presidente do Sindimetais, Orceli Martins, explicou que a dificuldade em encontrar profissionais qualificados não é exclusiva da região, mas afeta todo o país. Ainda assim, o impacto local é significativo.

Foto Marcos Silva

Segundo Martins, o setor metalmecânico enfrenta há anos a falta de operadores capacitados, especialmente para funções técnicas como torno, fresa e corte a laser. Ele destaca que, embora a formação seja oferecida principalmente pelo Senai — parceiro histórico das indústrias — parte dos cursos não atrai novos alunos na mesma proporção da demanda. “O jovem busca áreas mais leves, e a indústria metalúrgica exige esforço físico e perfil técnico”, explicou.

Além dos jovens, há oportunidades também para profissionais adultos ou idosos, já que muitas funções não exigem esforço físico elevado. O presidente reforça que o Senai tem capacidade de formação ampla, atendendo pessoas “dos 14 aos 80 anos”, mas que falta interesse e continuidade no aprendizado.

Ao analisar o desempenho econômico das empresas do setor, Martins afirma que o cenário é estável, com variação conforme a área de atuação: regional, nacional ou internacional. Algumas indústrias operam com números positivos, enquanto outras enfrentam retração. No entanto, a expectativa geral é de crescimento.

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Entre os principais gargalos identificados pelo sindicato estão transporte público insuficiente, falta de integração entre terminais e problemas de mobilidade no acesso ao Distrito Industrial. A sobrecarga das rodovias também impacta o deslocamento dos trabalhadores, que muitas vezes passam mais de uma hora e meia no trajeto até a fábrica.

Sobre o cenário nacional, Martins avalia que os juros elevados dificultam investimentos, principalmente para pequenas e médias empresas. Ele acredita que 2026 deve apresentar melhora, impulsionada por incentivos comuns em anos eleitorais.

No encerramento da entrevista, o presidente destacou os avanços da sua gestão e reforçou o compromisso do Sindimetais em manter diálogo aberto com trabalhadores e industriais para fortalecer o setor na região.

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