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Arte transforma comunidade terapêutica em Carambeí e muda rotina de acolhidos

Em Carambeí, o projeto Cultura Viva Rainha da Paz tem mostrado como a arte transforma a comunidade terapêutica, oferecendo oficinas gratuitas e apresentações culturais que fortalecem a recuperação e a reinserção social dos acolhidos na Comunidade Terapêutica Rainha da Paz, localizada na região de Catanduvas. A iniciativa foi aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura […]

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Foto: Jonas Boita
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Em Carambeí, o projeto Cultura Viva Rainha da Paz tem mostrado como a arte transforma a comunidade terapêutica, oferecendo oficinas gratuitas e apresentações culturais que fortalecem a recuperação e a reinserção social dos acolhidos na Comunidade Terapêutica Rainha da Paz, localizada na região de Catanduvas. A iniciativa foi aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e recebe recursos via Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, em parceria com o Grupo Dia de Arte e produção da ABC Projetos Culturais.

Segundo a coordenadora Denise Dias Rodrigues, a arte tem funcionado como um instrumento de cura emocional. “Quando trabalhamos com teatro, muitos entendem que a vida também é uma arte, cheia de sentidos. O teatro abre espaço para que eles expressem sentimentos, enfrentem medos e se reconheçam como pessoas importantes. A arte traz calma, esperança e renova o desejo de continuar vivendo”, afirma.

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Ela destaca que a zona rural de Catanduvas historicamente recebeu poucas ações culturais, e o impacto tem sido visível. “Aqui quase não chegavam atividades culturais. Ver o teatro chegar até nós representa cuidado e respeito. A sensação de rejeição diminuiu, e muitos acolhidos relatam que encontraram força, motivação e autoestima durante as oficinas”, completa.

Arte que provoca reflexão

No último domingo (16), acolhidos, familiares e moradores participaram do espetáculo “Querem acabar comigo”, escrito e encenado pelo ator David Dias, do Grupo Dia de Arte. A peça aborda racismo, desigualdade e identidade por meio da história de um artista negro que enfrenta preconceitos estruturais.

Após a apresentação, um acolhido relatou como o tema o afetou diretamente. “Ele falou que a discriminação contra usuários de drogas negros é muito mais pesada. Esse tipo de diálogo é urgente”, comenta David. Para o artista, discutir racismo dentro de uma comunidade terapêutica fortalece o processo de reconstrução dos acolhidos. “A arte abre feridas com cuidado, mas fecha com reflexão e afeto”, complementa.

Oficinas e formações culturais

Desde junho, o projeto Cultura Viva Rainha da Paz oferece oficinas de artes visuais, artes cênicas e literatura. As ações também atendem escolas da zona rural — Escola Limpo Grande e Escola Darlene de Jesus — com atividades sobre a história do teatro, envolvendo crianças e adolescentes no universo cultural.

Além das oficinas, apresentações teatrais gratuitas são realizadas durante eventos da comunidade terapêutica, com peças para diferentes faixas etárias. Enquanto os adultos acompanham o espetáculo principal, as crianças participam de atividades recreativas, contação de histórias e brincadeiras educativas, promovendo inclusão cultural para toda a comunidade.

*Com informações da assessoria

Yuri Silva
Autoria
Yuri Silva
Sou formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sou jornalista do portal BnT. Possuo aptidão em comunicação textual, verbal e afins. Possuo um apreço especial pelo jornalismo esportivo. Faço parte da equipe do BnT Esporte Clube.
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