Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. Começo mais uma semana aqui no Bola Rolando, meu comentário diário no Portal BNT, sempre ao seu lado, sempre com aquele olhar atento sobre o que acontece dentro e fora das quatro linhas. E o assunto de hoje, claro, é a vitória maiúscula — e coloco maiúscula mesmo — do Operário Ferroviário no jogo de ida das quartas de final do Paranaense.
Confira o episódio na íntegra aqui:
O Fantasma fez 2 a 0 no Germano Krüger e leva para Pato Branco uma vantagem que eu considero enorme. Vencer por dois gols, jogando melhor que o adversário durante praticamente todo o primeiro tempo, muda completamente a postura para a partida da volta. Agora é o Azuriz que precisa se expor, precisa vir para cima, e isso pode abrir o jogo para o Operário repetir a grande atuação que teve ontem.
O primeiro gol saiu aos 17 minutos, numa jogada ensaiada que enganou toda a linha defensiva do Azuriz. O Toca mostrou que bateria a falta, a zaga mexeu, desmontou a linha de impedimento… e aí veio o cruzamento perfeito do Bosquilha na cabeça de Vinícius Diniz, que subiu mais que todo mundo e colocou no canto. Um golaço, sem chance para o goleiro Enzo.
Depois disso, o Fantasma seguiu criando. Teve chance com Torres, com Léo Gaúcho — que acabou cabeceando por cima — e com o próprio Diniz, que arriscou de fora da área. O Azuriz até assustou em chute forte de João Felipe, mas logo aos 39 minutos saiu o segundo gol. Vinícius Diniz, novamente decisivo, achou um passe que atravessou a área, a bola escapou do Léo Gaúcho e sobrou perfeita para Moraes bater de primeira. Pegou na veia, cruzado, indefensável. 2 a 0, aquele tipo de gol para levantar arquibancada.
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Ainda deu tempo de o Cuenu testar rente à trave, e o Operário saiu para o intervalo dominando totalmente as ações. O Azuriz, por sua vez, mostrou uma forma de jogar mais direta, como é característica dos times do experiente Alexandre Galo: muita bola longa, pouco toque na construção. Mas Luizinho Lopes leu o jogo com maestria.
No segundo tempo, o Azuriz cresceu, é verdade. Maranhão teve três chances claras, e aí brilhou o goleiro Wagner. Que partida fez o Wagner! Discreto, técnico, seguro — daqueles goleiros que passam confiança só pelo posicionamento. Se o Operário manteve a vantagem, muito passa por ele.
A defesa também funcionou bem: Doca, Moraes, Cuenu e Jampol foram firmes; Feliciano entrou no lugar de Moraes e deu mais mobilidade. No meio, Bosquilha, Vinícius Diniz e Índio comandaram o ritmo, com destaque absoluto para Diniz e Bosquilha. Depois, Matheus Trindade entrou e quase fez um golaço de fora da área. No ataque, Edwin Torres brilhou no primeiro tempo, cansou no segundo; Léo Gaúcho perdeu chances que não poderia perder; e Ailon fez uma boa partida, crescendo tecnicamente.
Ou seja: foi um Operário seguro, coletivo, competitivo — tudo aquilo que se espera de um time que quer chegar longe. No jogo de volta, o Fantasma pode até perder por um gol. Mas conhecendo o estilo do Luizinho Lopes, não espero um time recuado. É um Operário agudo, agressivo, que sabe contra-atacar e que tem recursos para administrar a vantagem sem abdicar do jogo.
Agora… preciso falar da arbitragem. E aqui vai minha opinião: fraca. Muito fraca. O árbitro Kleber Ariel Gonçalves Silva deixou o jogo correr demais no primeiro tempo, ignorou faltas claras, e depois tentou compensar distribuindo cartões em lances que não exigiam tanto rigor. Bosquilha apanhou — e apanhou muito — e o árbitro não deu as faltas. A falta simples para o Azuriz ele marcou e ainda deu cartão para o Operário. Isso irrita, isso desestabiliza e, pior, isso contamina o clima para o jogo da volta. Tomara que a arbitragem em Pato Branco tenha mais firmeza e critério.
Entre as notas do domingo, vale registrar também o Corinthians vencendo o Flamengo na Recopa, em Brasília, mesmo prejudicado pela falha do VAR; e o Palmeiras, que investiu pesado, perdendo para o Botafogo de Ribeirão Preto no Paulista, demonstrando que precisa ajustar mais do que se imaginava.
Eu volto das 11h às 12h, no BNT Esportes, para continuarmos essa resenha gostosa, sempre juntos, sempre com você. Até lá!


















