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bola rolando 31 03

Chegamos ao fim de março — e não foi qualquer fim de mês. Foi daqueles que deixam marca, principalmente para quem acompanha de perto o Operário Ferroviário. E eu começo essa coluna com uma sensação clara: esse time vive um momento especial.

Há algum tempo o Operário vem jogando bem, com consistência, com resultado — e, mais do que isso, com confiança. E isso não é pouca coisa no futebol.

Confira o episódio completo aqui:

Agora, o foco já está na próxima batalha. Quinta-feira, dia 2, o time volta a campo. Teve mudança de horário — saiu das 17h30 e foi para as 19h — mas segue sendo um bom jogo, fora de casa, contra o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio. E, como sempre, a gente vai estar junto, com transmissão do Portal BNT e da rádio 107.7 FM a partir das 18h.

Se tem uma coisa que me chama atenção, é que esse time praticamente se escala sozinho hoje. A base que venceu o Atlético-GO na estreia da Série B deve ser mantida. Vagner no gol, um sistema defensivo ajustado, meio-campo equilibrado e um ataque que tem funcionado.

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A dúvida fica por conta do Berto. Se tiver condição, ótimo. Se não, o Edwin Torres segue como titular — e não compromete.

Agora, olhando para o banco, eu gosto do que vejo. Maguinho e Caio Dantas chegaram prontos, com ritmo, e podem ser peças importantes já de imediato. Isso faz diferença em uma Série B longa e desgastante.

Por outro lado, ainda falta o William Klaus, que deve chegar, mas não deve viajar. E aí o elenco vai se ajustando — com peças entrando, outras saindo, como é natural.

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Mas o que mais me impressiona não é só a escalação. São os números. São 14 jogos sem perder. Oito jogos sem sofrer gol. Isso não é acaso. Isso é trabalho. Isso é organização. Desde que o Luizinho Lopes chegou, o Operário virou um time confiável. E no futebol, confiança vale ouro.

Claro, ainda tem ajustes. Sempre tem. Eu, por exemplo, gostaria de ver mais o Felipe Favero, que entrou bem quando teve oportunidade. É aquele tipo de jogador que chama atenção — e merece mais espaço.

Mas, no geral, não tem muito o que inventar. É manter o que está dando certo.

Porque, sejamos sinceros: o grande objetivo do ano é a Série B. E o Operário começa essa caminhada mostrando que pode, sim, fazer uma campanha sólida.

Agora, mudando rapidamente de assunto — porque não tem como ignorar — eu olho para a seleção brasileira e confesso: a preocupação é grande.

O time que entra em campo hoje é limitado. E não é crítica por criticar — é análise. Tem qualidade? Tem. Mas está longe de empolgar.

E se muita coisa não mudar até a Copa do Mundo, o Brasil vai sofrer. Tomara que eu esteja errado. Mas hoje, sinceramente, não me convence. Seguimos observando.

E seguimos falando de futebol — porque daqui a pouco tem mais, no BNT Esportes, das 11h ao meio-dia. Nos encontramos lá. Abraço.

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