Sextou, minha gente! Hoje é 20 de fevereiro de 2026, e eu chego com mais uma coluna do Bola Rolando para falar do que realmente mexeu com o noticiário esportivo de Ponta Grossa e do Paraná. E claro, o assunto não poderia ser outro: Operário Ferroviário.
Ontem foi um dia marcante na vida alvinegra. O presidente do Grupo Gestor apresentou aquela que considero, até agora, a contratação mais importante da temporada: a chegada do centroavante Pablo, agora oficialmente jogador do Operário. A apresentação foi em clima leve e positivo, com o Pablo destacando que já se sente em casa, que conhece o Fantasma desde os tempos de Athletico Paranaense e que vê no clube um projeto competitivo e sério — exatamente o tipo de ambiente que buscava.
Confira o episódio na íntegra aqui:
Pablo contou que já fez três treinos com o elenco, teve uma boa conversa inicial com o técnico Luizinho Lopes e gostou muito da proposta de trabalho apresentada. A única frustração é não poder jogar as finais do Paranaense, especialmente este duelo de amanhã contra o Coritiba. Como chegou após o fechamento da janela, terá de ficar na torcida. Mas a expectativa é de que sua estreia aconteça já no jogo da Copa do Brasil, no dia 4 de março, em Betim (MG). E, convenhamos, seria uma estreia de peso num jogo que vale muito.
Ainda ontem, tivemos a entrevista coletiva do Índio, esse símbolo do Operário, já na sua sétima temporada vestindo a camisa alvinegra. Um jogador que representa raça, entrega e identificação. Ele falou com pés no chão sobre o confronto contra o Coritiba: respeito existe, claro, mas ele deixou claro que o elenco está focado, confiante e consciente de que o empate em 2×2 no Germano Krüger deixou tudo aberto. O Operário não vence o Coxa em Curitiba desde 2015, naquela memorável final vencida por 3×0 no Alto da Glória. Quem sabe amanhã não seja o dia de quebrar esse tabu?
O elenco treina nesta manhã em Ponta Grossa e depois segue para Curitiba, onde se concentra para o jogo decisivo da semifinal do Paranaense. E é bom lembrar: o Coritiba do Fernando Seabra é um time tecnicamente forte. Tem gente muito boa — Pedro Morisco no gol, Wallisson como primeiro volante, Vini Paulista, Josué, Breno Lopes, Pedro Rocha, o jovem Lucas Ronier e até o Keno. Um elenco montado para fazer uma Série A sólida, com cara de meio de tabela. Mas ainda há problemas: a bola aérea defensiva não encaixou, a zaga oscila e os laterais seguem em busca de afirmação. Pontos que o Operário pode — e deve — explorar.
Do lado do Fantasma, Luizinho Lopes encontrou um time bagunçado, herdado da passagem irregular de Alex de Souza, mas ajustou setor por setor. A vitória conquistada ainda com Thiago Schumacher deu confiança, e desde então o Operário se reencontrou no campeonato. Ainda há ajustes, claro: a defesa com Jhan Pool e Cuenú não é consenso, os alas Doka, Moraes Jr e Feliciano são ótimos ofensivamente, mas por vezes frágeis atrás. O meio-campo deve ter Índio, Vinícius Diniz e Bosquilha. E fica a dúvida tática: 4-3-3 agressivo ou 4-4-2 mais protegido? A partida de ida mostrou que o time ficou muito exposto no primeiro tempo, levou dois gols, mas se reencontrou depois. O Berto entrou bem, o time ganhou vida — mas amanhã é outra história.
E falando de ontem, tivemos também a derrota do Athletico Paranaense para o Corinthians, 1×0, com um golaço do Garro. O gramado sintético da Arena segue um problema sério: escorregões, irregularidade, dificuldade na finalização, até para o próprio Furacão. O piso precisa ser trocado — e vai ser, mas só no segundo semestre.
Pela Recopa Sul-Americana, o Lanús venceu o Flamengo por 1×0. E a verdade é que o Flamengo de Filipe Luís ainda não encontrou identidade. É um time caro, forte no papel, mas que não joga um futebol convincente. Falta vibração, falta personalidade, falta padrão.
Eu volto ao vivo das 11h às 12h, no BnT Esportes, nas redes sociais, na Rádio BnT Web e também na dobradinha com a Rádio Cescage 107.7 FM. Um grande abraço e até já!
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